Zona Especial de Conservação Moura/Barrancos – Estudo para avaliação dos prejuízos agrícolas
Na última reunião de Câmara, realizada a 3 de setembro, o presidente da autarquia de Moura, Álvaro Azedo, divulgou na sua página de Facebook, que uma das deliberações tomadas foi a atribuição de um montante financeiro de cerca de 23 mil euros para uma situação específica. “Aprovámos hoje o montante financeiro para em articulação com …
Na última reunião de Câmara, realizada a 3 de setembro, o presidente da autarquia de Moura, Álvaro Azedo, divulgou na sua página de Facebook, que uma das deliberações tomadas foi a atribuição de um montante financeiro de cerca de 23 mil euros para uma situação específica. “Aprovámos hoje o montante financeiro para em articulação com a Cooperativa (de Moura e Barrancos), se produzir um estudo do impacto da ZEC (Zona Especial de Conservação) Moura/Barrancos, não só na actividade agrícola, mas também na vida das comunidades”.
Álvaro Azedo explicou que o estudo “traduz-se no diagnóstico, mas também na apresentação de medidas concretas a propor ao ICNF e ao Ministério do Ambiente e no trabalho que temos vindo a fazer desde 2017, acima de tudo para sermos parte da solução e nunca parte do problema”.
Adiantou que o trabalho com a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos é da “maior importância porque é ao lado dos nossos agricultores que a Câmara Municipal de Moura tem de estar. Este estudo e a comparticipação da Câmara é de 23 mil euros e pretende quantificar os impactos que há quer na actividade agrícola, quer também na vida da nossa comunidade e também sugerir melhorias e medidas para minimizar esses impactos, assim como a definição de um conjunto de medidas complementares no âmbito das perdas que os nossos agricultores têm através da prestação de serviços dos ecossistemas”.
O presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, José Duarte, sublinhou que o estudo “vem na sequência de reuniões conjuntas entre o Conselho de Administração da Cooperativa e o presidente da Câmara (de Moura), com a Ministra do Ambiente (Maria da Graça Carvalho) e também com o presidente do ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (Nuno Banza), em que nós sentimos a necessidade de realizar um estudo para calcular o impacto financeiro que os nossos agricultores estão a ter pelo conjunto de penalizações na ZEC – Zona Especial de Conservação Moura/Barrancos”.
Esse estudo, ressalvou o empresário agrícola, “foi encomendado a uma empresa externa e o que ficou acordado é que o estudo seria pago em 50% pela Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e em 50% pela Câmara Municipal de Moura. Eu penso que aquilo que o presidente está a dizer, é que a Câmara tem de pagar à empresa externa. Não está a financiar e a comparticipar a Cooperativa, é bom que separe aqui as águas. A Cooperativa nunca recebeu nenhum subsídio da Câmara de Moura, nem nenhuma comparticipação e desta vez também não irá receber.
Obviamente, a Câmara é um parceiro da Cooperativa neste estudo porque também lhe interessa, porque a agricultura é hoje o sector de actividade mais importante do concelho e poderia ser mais se nós não tivéssemos um conjunto de restrições ao nível de regadio que não temos infraestruturas do Alqueva, mas também a nível da Rede Natura. Isso é em parte responsabilidade da nossa classe política que ao longo dos anos pouco ou nada fez para que defendesse os interesses dos nossos agricultores e principalmente os agricultores da nossa região”, palavras do presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, José Duarte.
Entrevista completa para ouvir hoje na Rádio Planície, com o podcast disponível em planície.pt