O projecto Família Margaça, da empresa Margaça S.A. situada em Pias, iniciou na passada semana o processo de vindimas com a apanha da casta Gouveia de uva branca, as primeiras. Esta semana vai para o cesto mais uva branca, em princípio Arinto, se os controlos de maturação assim o permitirem e o início da apanha …

O projecto Família Margaça, da empresa Margaça S.A. situada em Pias, iniciou na passada semana o processo de vindimas com a apanha da casta Gouveia de uva branca, as primeiras. Esta semana vai para o cesto mais uva branca, em princípio Arinto, se os controlos de maturação assim o permitirem e o início da apanha de uva tinta.

Bruno Sousa, um dos administradores da empresa do Alentejo estimou para este ano uma produção dos vinhos da marca a rondar “1 milhão de quilos”, maioritariamente de uva tinta entre os 700/750 mil quilos e uva branca entre os 200/250 mil quilos.

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A produção será semelhante à média de outros anos. “O ano passado tivemos números mais abaixo e tendencialmente quando os anos são de produções mais baixas, a qualidade tem tendência a subir naquilo que são os vinhos nas parcelas com maior produção, porque acaba por haver menos”, assegurou o director financeiro à Planície. 

A Família Margaça tem definida uma área segmentada, o que ajuda na manufaturação do produto e dá “garantias de que mesmo que sejam anos muito bons, com excelentes produções, temos sempre áreas com controlo, com base no objectivo para os vinhos que nós produzimos e para as gamas que temos”. Este factor, “garante sempre uma grande consistência ano após ano no que são as nossas referências mais conhecidas do projecto Família Margaça lançado em 2020”. É o caso de Encostas do Enxoé (versão branca e tinta) e outras variedades da empresa.

O sector vitivinícola português enfrenta uma crise sobretudo pelo excesso de stock e queda mundial no consumo, o que tem afectado o preço das exportações.

Não é o que se passa com os vinhos da empresa de Pias. “Estamos no segundo ano consecutivo a crescer. É certo que os consumos de vinho a nível mundial continuam a cair e tendencialmente é expectável falar-se em quebra de consumo de álcool, mas a verdade é que nas bebidas espirituosas continua a haver uma boa manutenção dos consumos e inclusive também na parte das cervejas. O único sector que realmente tem sentido mais nos últimos 20 anos, tem sido o sector do vinho. Contudo, do nosso lado crescemos a nível nacional e internacional”, sublinhou Bruno Sousa.

Explicou que as exportações da Margaça S.A também “continuam a crescer”, assim como as vendas no canal Horeca e na grande distribuição. “Penso que estamos a conseguir passar a nossa mensagem e dar a entender aquilo que é a nossa consistência na entrega de vinhos de qualidade para o mercado”, frisou o administrador na conversa que partilhou com a Planície.