Videojogos nas férias – Como promover hábitos responsáveis nas crianças e jovens
O Director Geral da Associação de Empresas Produtoras e Distribuidoras de Videojogos (AEPDV), deixou alguns conselhos importantes na divulgação de hábitos responsáveis, quando se trata de videojogos durante as férias escolares. Tiago Sousa considera que “promover uma jogabilidade responsável durante as férias deve ser uma prioridade para as famílias”. Alerta que “a ausência de rotinas …
O Director Geral da Associação de Empresas Produtoras e Distribuidoras de Videojogos (AEPDV), deixou alguns conselhos importantes na divulgação de hábitos responsáveis, quando se trata de videojogos durante as férias escolares.
Tiago Sousa considera que “promover uma jogabilidade responsável durante as férias deve ser uma prioridade para as famílias”. Alerta que “a ausência de rotinas pode levar a maratonas de jogo prolongadas e desequilibradas. Jogar não é, por si só, uma actividade negativa. Pelo contrário: pode estimular a criatividade, a resolução de problemas, o pensamento estratégico, a aprendizagem de línguas e até a socialização. O importante é que a relação com os videojogos seja equilibrada e consciente”.
Para tal, é importante estabelecer hábitos saudáveis à volta dos videojogos. “Deve começar por definir horários e limites claros, tal como se faz com outras rotinas diárias. Estabelecer momentos específicos para jogar e fazer pausas regulares ajuda a evitar excessos e promove o autocontrolo”, uma chamada de atenção da AEPDV.
A escolha dos videojogos também é essencial. Nem todos os títulos são adequados a todas as idades e os sistemas de classificação etária, como o PEGI, podem ser uma ferramenta útil para orientar as famílias.
Um dado importante prende-se com o interesse dos pais nesta actividade dos filhos. “Quando os adultos se interessam pelos videojogos dos mais novos, o diálogo torna-se mais natural. Jogar em família ou, pelo menos, acompanhar de perto a experiência de jogo, não só fortalece os laços como permite uma supervisão mais eficaz”, admite Tiago Sousa.
Mais uma advertência da associação. “É igualmente importante que o tempo dedicado aos videojogos não substitua outras experiências fundamentais, como brincar ao ar livre, ler, praticar desporto ou simplesmente conviver com amigos. O equilíbrio entre o digital e o analógico deve ser incentivado todos os dias”.
“Neste verão, em vez de vermos os videojogos como uma ameaça, olhemos para eles como uma oportunidade: de aprender, de criar, de desenvolver competências e de nos divertirmos. Sempre com equilíbrio, presença e sentido crítico. Jogar com responsabilidade é, também, uma forma de crescer”, um aviso da Associação de Empresas Produtoras e Distribuidoras de Videojogos.