O Tribunal Judicial de Beja condenou cinco dos 22 arguidos julgados por exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo. As penas aplicadas variam entre dois anos e seis anos e meio de prisão, sendo que duas das condenações ficaram suspensas.Durante a leitura do acórdão, a juíza Ana Batista explicou que os restantes 17 arguidos foram absolvidos …

O Tribunal Judicial de Beja condenou cinco dos 22 arguidos julgados por exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo. As penas aplicadas variam entre dois anos e seis anos e meio de prisão, sendo que duas das condenações ficaram suspensas.
Durante a leitura do acórdão, a juíza Ana Batista explicou que os restantes 17 arguidos foram absolvidos por falta de provas apresentadas em tribunal. Ainda assim, alertou os absolvidos para refletirem sobre as suas ações, referindo que existiam indícios criminais.

O caso está ligado à Operação Espelho, conduzida pela Polícia Judiciária em novembro de 2023, que investigou a alegada exploração de dezenas de trabalhadores imigrantes em explorações agrícolas no Alentejo.
A pena mais elevada, de seis anos e meio de prisão efetiva, foi aplicada a Ileana Mezo, considerada pelo tribunal como a principal responsável pela operação. Foi condenada por auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas e branqueamento de capitais.
Outros dois arguidos estrangeiros receberam penas de prisão efetiva entre cinco anos e dez meses e seis anos. Duas mulheres foram condenadas a penas suspensas, uma portuguesa e outra estrangeira.

Além das penas de prisão, duas empresas envolvidas no processo foram condenadas ao pagamento de multas de 850 euros cada. Os arguidos condenados terão também de pagar indemnizações de cinco mil euros às vítimas.
O julgamento concluiu ainda que não ficou provada a existência de associação criminosa, acusação de que todos os arguidos foram absolvidos.