PSD Moura leva tema da Rede Natura a Bruxelas – “O que está em causa é o futuro da região”
João Pedro Reis Pereira, militante do Partido Social Democrata de Moura, deslocou-se a Bruxelas no passado dia 19 de março, acompanhado de recém-eleitos autarcas do PSD no distrito de Beja, entre presidentes de câmara, vereadores e presidentes de junta de freguesia.
A viagem permitiu o contacto direto com o funcionamento da União Europeia. Contudo, João Pedro Pereira levou na bagagem, uma mensagem urgente sobre os desafios que o concelho de Moura enfrenta com a entrega de um texto que denuncia a situação agrícola e social provocada pela aplicação da Rede Natura no concelho.
“Foi uma missão muito nobre com um tema de interesse dos agricultores do concelho de Moura. A Rede Natura é um tema que marginaliza e afeta a vida dos agricultores com propriedades que estão marcadas pela Rede Natura, uma escolha com pouco rigor e que passados estes anos (desde 2000), contrariou o impacto negativo dos solos. Mais do que isso, tem sido uma forma de penalizar veemente os nossos agricultores, ainda para mais numa zona que se encontra como todos sabemos e caminha a par e passo para o abandono. Os nossos jovens cada vez mais abandonam a nossa região e acho que o que poderia ser um investimento para a nossa região era bem-vindo e não o contrário. Estas formas fundamentalistas de tentarem proteger o meio ambiente não estão a ser corretas”, lamentou à Planície.
No decorrer da viagem, houve espaço para uma reunião com o euro deputado do PSD, Hélder Sousa Silva.
No documento, o jovem militante licenciado em Marketing e Publicidade, expõe a realidade de uma região com solos de excelência, mas que continua limitada na sua capacidade de produzir e fixar população. “Há 26 anos que a Rede Natura impõe restrições severas sobre milhares de hectares destes solos de primeira qualidade. O resultado está à vista: terras abandonadas, rendimentos reduzidos e a desertificação
avançando”, afirma no texto dirigido ao eurodeputado.
Apela ainda à necessidade de soluções concretas, que conciliem a proteção ambiental com a produção agrícola, defendendo a transparência, o rigor científico e a justiça para os agricultores afetados. “O que está em causa não é apenas agricultura. É território, economia, identidade e o direito de uma região a existir e ter futuro”, sublinha. “Espero tentar fazer alguma diferença e que não caia no vazio”, conclui João Pedro Pereira à Planície.