Diogo Saraiva, coordenador da Proteção Civil de Moura, falou à instantes com a Planície e alertou para o agravamento do estado do tempo durante o fim de semana com aviso laranja de precipitação persistente e vento forte de acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA).“Este aviso vai vigorar entre as 6h00 e …

Diogo Saraiva, coordenador da Proteção Civil de Moura, falou à instantes com a Planície e alertou para o agravamento do estado do tempo durante o fim de semana com aviso laranja de precipitação persistente e vento forte de acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA).
“Este aviso vai vigorar entre as 6h00 e as 12h00 do dia de amanhã, 7 fevereiro, para precipitação e entre as 6h00 e as 15h00 também do dia de amanhã para vento”.

O Centro de Coordenação Municipal tem reunido desde há três dias a esta parte com todos os agentes de Proteção Civil e todos os presidentes de Juntas de Freguesia do concelho de Moura. “Conseguimos fazer diariamente pontos de situação e antecipar medidas. Estes episódios de precipitação estão associados à ocorrência de inundações em zonas urbanas pela acumulação das águas pluviais e por o arrastamento que vai levar a uma obstrução dos sistemas de escoamento. Poderemos ter a ocorrência de cheias e aí temos chamado a atenção para evitar zonas junto a rios e ribeiras porque como sabemos, as barragens estão a efetuar as descargas controladas que aumentam o caudal do rio (Guadiana) em algumas zonas mais a jusante da Barragem de Alqueva e pode levar a ocorrência de cheias. Há que ter ainda em conta aos chamados “movimentos de massa” motivados pela infiltração da água e como podemos verificar os solos estão bastante saturados ao dia de hoje. É preciso ter muita atenção a esta instabilidade de vertentes”.

Em relação ao vento, o alerta é para ter cuidado relativamente aos objetos soltos e “fixar tudo o que são estruturas móveis e ter especial atenção à queda de árvores e evitar estacionamento de veículos junto de árvores”, sublinhou Diogo Saraiva.
O coordenador da Proteção Civil de Moura frisou que a mensagem principal que quer passar é a de que “as pessoas se protejam, mantenham-se em casa e adotem uma cultura preventiva, não embarcar em histerismos, não é isso que se pretende, mas sim em tomar decisões em evidências científicas e técnicas e é isso que temos estado a fazer. Segurança, prevenção, mantenham-se em casa e façam apenas deslocações essenciais”.