Decorreu na tarde de terça-feira, 2 de dezembro, uma reunião entre a Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal, IP (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), destinada ao esclarecimento do enquadramento financeiro e do estado de maturidade do projeto de modernização, requalificação e eletrificação da Linha do Alentejo, …

Decorreu na tarde de terça-feira, 2 de dezembro, uma reunião entre a Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal, IP (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), destinada ao esclarecimento do enquadramento financeiro e do estado de maturidade do projeto de modernização, requalificação e eletrificação da Linha do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja.
Durante o encontro, segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, foi confirmado que as intervenções previstas no troço ferroviário Casa Branca-Beja “apresentam ainda um baixo grau de maturidade, encontrando-se os respetivos procedimentos em fase de preparação”.

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A dotação revista, aprovada pela Comissão Interministerial de Coordenação na Reprogramação do Alentejo 2030, agora fixada em 20 milhões de euros, de acordo com a nota de imprensa, “continuará a apoiar intervenções que adquiram a necessária maturidade, com prioridade atribuída ao primeiro troço, numa extensão de 25,6 km”.
Foi igualmente confirmado pela IP que o procedimento da obra será lançado como um “único projeto integrado e não de forma faseada”, garantindo assim a sua execução futura, ainda que o financiamento atualmente disponível incida apenas no troço Casa Branca - Vila Nova da Baronia, refere a entidade responsável pela promoção do desenvolvimento regional e da coesão territorial.
Na nota é referido que a Autoridade de Gestão manifestou disponibilidade para aprovar a candidatura submetida e rever em alta a atual dotação financeira ao longo da execução, “caso se verifique evolução positiva no grau de prontidão das intervenções”.

A reunião permitiu ainda esclarecer que a reprogramação do Alentejo 2030 possibilita “reforçar áreas estratégicas emergentes, assegurando maior impacto económico, social e territorial na região”. Entre estas, destacam-se a Habitação acessível, promovendo a fixação populacional e a justiça social, e a Gestão e eficiência da água, reforçando a sustentabilidade e resiliência do território.
As três entidades - Alentejo 2030, IP e CIMBAL - comprometeram-se a manter uma monitorização e acompanhamento permanentes do desenvolvimento do projeto ferroviário, reforçando o trabalho conjunto para garantir a sua progressão dentro dos prazos fixados e das prioridades estratégicas definidas.