Projecto Geracante termina a digressão hoje no Panteão Nacional
O Projecto Geracante que reúne a Orquestra Geração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Grupo Coral Infantil da Escola da Porta Nova e o Grupo Coral Infantil do Concelho de Ourique, termina esta sexta-feira, 4 de julho, a sua minidigressão no Panteão Nacional, em Lisboa, local por onde já haviam passado em 2024. …
O Projecto Geracante que reúne a Orquestra Geração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Grupo Coral Infantil da Escola da Porta Nova e o Grupo Coral Infantil do Concelho de Ourique, termina esta sexta-feira, 4 de julho, a sua minidigressão no Panteão Nacional, em Lisboa, local por onde já haviam passado em 2024. O espectáculo tem início às 18h00.
O historiador Santiago Macias, natural de Moura e director do Panteão Nacional, olha para este projecto com bastante satisfação. “Naturalmente que vejo com grande agrado esta iniciativa por vários motivos: há um que é lateral digamos assim, que é o facto de o director do Panteão Nacional ser de Moura. Trás para mim do ponto de vista sentimental um valor acrescido. Depois há uma coisa que me parece que é extremamente importante que é o facto de nós podermos trazer ao Panteão Nacional para além do que são as homenagens formais, do que é habitual acolher, temos aqui juventude. Porque a juventude é o futuro naturalmente, é um chavão e um lugar comum, mas não é menos verdadeiro por isso. Por outro lado, porque estes jovens transmitem valores tradicionais, vão perpetuá-los no caso do Cante Alentejano e no caso também da Orquestra Geração que é um projecto interessantíssimo e que permite a jovens de meios particularmente desfavorecidos, aprenderem música e de poderem transmitir aquilo que sabem a outras pessoas”.
Santiago Macias sublinhou que o espaço estará sempre de portas abertas para este tipo de actividades. “Nós acolhemos sempre as iniciativas que permitem que os monumentos tenham uma outra vida, que os monumentos se possam projectar e que de alguma forma aquilo que eles contêm seja também transmitido de outras formas. Não queremos monumentos parados, nem mortos, queremos que estejam ao serviço da cultura e do nosso país. E é aquilo que procuramos fazer aqui. As portas estão sempre abertas quando há iniciativas tão meritórias e tão interessantes como esta que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a promover e não é, faço questão de o sublinhar, a primeira vez que vem para o Panteão Nacional”.
