Foi durante a XVII OlivoMoura que Ricardo Pinheiro, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), mostrou o seu ponto de vista à Planície sobre o setor do azeite, um dos pilares económicos e agrícolas mais importantes para o território.

O responsável garantiu que o organismo observa esta área com um “olhar extremamente interessado, acima de tudo porque o azeite é a atividade do setor primário no Alentejo e representa um contributo enorme para o total do Produto Interno Bruto do Alentejo à escala nacional”.

No trabalho de acompanhamento do setor agrícola, Ricardo Pinheiro garante que devem continuar a ser introduzidas “políticas públicas na dinamização de um produto na sua atividade primária que é a pressão da azeitona e posteriormente do azeite”, mas também “melhorar a competitividade do setor, introduzir melhores práticas e também como ajudamos a promover e a projetar a política pública que melhore de uma forma eficiente este tipo de evolução que acontece à escala europeia”. 

Um caminho que “tem vindo a ser feito”, segundo deu conta o presidente.

Ricardo Pinheiro sublinhou que também é importante que as “áreas e as verbas associadas à investigação e ao desenvolvimento no setor primário possam ser muito mais ágeis para a visão futura dos agricultores”.

Deu como exemplo “o aproveitamento de áreas que não podem entrar em regadio e podem ser de sequeiro”, assim como “a melhoria genética das plantas associada à produção de azeitona”, questões que devem estar “no pensamento de quem produz políticas publicas à escala da região do Alentejo”. Quanto aos apoios do setor, considerou estarem “no centro da política agrícola e no pacote de verbas da coesão à escala regional” na dinamização de projetos de agrotransformação na NUT II da região Alentejo.