Catarina Martins, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026 pelo Bloco de Esquerda (BE), está hoje, 19 de dezembro, de visita ao Serviço Local de Saúde Mental, ao Serviço Integrado de Cuidados Paliativos e às equipas de Diabetes e AVC do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, pelas 15h00. Mais tarde, …

Catarina Martins, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026 pelo Bloco de Esquerda (BE), está hoje, 19 de dezembro, de visita ao Serviço Local de Saúde Mental, ao Serviço Integrado de Cuidados Paliativos e às equipas de Diabetes e AVC do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, pelas 15h00. Mais tarde, já perto das 18h00, segue para o café Luiz da Rocha para uma conversa aberta com apoiantes inserida no slogan “Contigo em Beja”.
Além destes aspetos, a candidatura da ex-coordenadora do Bloco de Esquerda foca-se nesta visita no que considera ser o “abandono do distrito de Beja” e quer reverter esta situação.

Na nota de imprensa enviada à Planície, começa por abordar o assunto da decisão da CCDR Alentejo de reduzir de 80 para 20 milhões de euros a dotação para o projeto de eletrificação da linha ferroviária Beja-Casa Branca, prevista para 2026.
Segundo a coordenadora Distrital do BE, “este corte de 60 milhões pode comprometer o projeto ou adiar novamente a concretização desta exigência regional”.
O Bloco de Esquerda aponta ainda que se tem assistido a uma “desresponsabilização e a um passa-culpas entre o Partido Socialista e do Partido Social-Democrata, quando os dois estão envolvidos nesta decisão. Se por um lado, o presidente da CCDR, António Ceia da Silva, não dá explicações para esta reprogramação financeira do Alentejo 2030, também não há uma responsabilização do Ministério do Planeamento e Coesão, que tutela as CCDR, ou uma alternativa apresentada pelo Ministério das Infraestruturas”.

A posição do Bloco de Esquerda é a de “revitalização de toda a linha ferroviária no Baixo Alentejo, assumindo essa posição em todas as estruturas políticas. É urgente reverter o corte de financiamento da ferrovia e garantir a agilização da sua requalificação, pelo potencial de desenvolvimento que traz ao território”.
Na mesma linha de defesa da região, denunciam a anunciada interrupção de distribuição diária de jornais pela empresa VASP, em Beja e noutros distritos do interior do país. Consideram que esta decisão é uma ameaça à democracia. “Quando metade do país corre o risco de perder o acesso à imprensa escrita e a mentira anda à solta nas redes sociais e não só, é a própria democracia que está em causa. É responsabilidade do governo impedir que tal aconteça”, conforme refere a Distrital de Beja do Bloco de Esquerda.