A Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos e a Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal revelaram ontem, 13 de agosto, ter recebido a garantia do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, após uma reunião, na passada quarta-feira, em Lisboa, de que “não está previsto aumentar o preço …

A Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos e a Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal revelaram ontem, 13 de agosto, ter recebido a garantia do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, após uma reunião, na passada quarta-feira, em Lisboa, de que “não está previsto aumentar o preço da água de Alqueva para as culturas permanentes”, segundo comunicado.

“O ministro reforçou a garantia que já tinha deixado antes, através da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), de que não está prevista qualquer alteração ou subida das tarifas da água em relação às culturas permanentes” no Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA), frisou o director executivo da Portugal Nuts, Nuno Russo.

LEIA TAMBÉM
Cooperativa de Moura solidariza-se com agricultores de Aljustrel e Alandroal

A CAP já tinha salvaguardado a sua posição que vai de encontro à garantia daa pelo Governo, de que não haveria qualquer aumento no preço da água destinada aos agricultores beneficiários do perímetro de rega de Alqueva.

A declaração surgiu em resposta às diversas notícias que indicavam a possibilidade de elevação dos custos, devido a hipóteses levantadas pelo presidente da EDIA, José Pedro Salema, entidade gestora do empreendimento, de ajustar as tarifas para cobrir uma situação financeira deficitária da empresa.

Na altura, em julho, um comunicado conjunto da Portugal Nuts e a Olivum contestaram a diferenciação das tarifas de água no Alqueva e o possível agravamento para as culturas permanentes, anunciando o pedido de uma reunião ao ministro.

“Penalizar as culturas permanentes, do amendoal e olival, quer no custo com a água, como na sua limitação em área, é não só um erro político como um erro técnico, mas também económico e estratégico”, afirmaram na altura.

A Portugal Nuts e a Olivum referiram que as dotações de rega definidas pela EDIA são “insuficientes para fazer face às necessidades hídricas das culturas no olival e no amendoal”, um assunto abordado com o Ministro da Agricultura.

Com cerca de 50 associados, distribuídos pelo Alentejo, Ribatejo e Beiras, a Portugal Nuts com sede em Beja, representa uma área de 19.000 hectares de frutos secos.

Constituída em 2013 e sediada em Beja, a Olivum pretende responder às novas questões da cultura do olival, incluindo a necessidade da defesa e representatividade do sector. Representa mais de 50 mil hectares de olival, 20 lagares e cerca de 70% da produção nacional de azeite.