“Pobreza e Exclusão Social 2025” – Mulheres e crianças as mais afetadas
No relatório “Pobreza e Exclusão Social 2025”, do Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza, a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal destacou que “o número absoluto de pessoas em risco se mantém, de forma persistente, acima dos dois milhões”, o que demonstra que este é um problema estrutural no país, segundo a Lusa. Na sexta-feira, …
No relatório “Pobreza e Exclusão Social 2025”, do Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza, a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal destacou que “o número absoluto de pessoas em risco se mantém, de forma persistente, acima dos dois milhões”, o que demonstra que este é um problema estrutural no país, segundo a Lusa.
Na sexta-feira, 17 de outubro, assinalou-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, e, apesar da estatística apresentar “uma redução significativa do risco de pobreza ou exclusão social, que atinge agora 19,7% da população – o valor mais baixo desde 2015”, ainda assim cerca de “2,1 milhões de pessoas continuam nesta situação de vulnerabilidade, ou seja, um em cada cinco portugueses”, destaca a Organização Não Governamental (ONG).
Os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2023, divulgados em dezembro de 2024, revelam que o risco de pobreza diminuiu 0,4 pontos percentuais em comparação com 2022, chegando aos 16,6%.
A EAPN destaca que em Portugal, "as mulheres continuam a ser a maioria (56%) " nesta situação, tal como as crianças que “são muito vulneráveis a este problema: 40% das crianças pobres vivem em agregados com rendimentos muito baixos, iguais ou inferiores a 422 euros por mês”, segundo o documento. A exposição das crianças a situação de pobreza severa "compromete trajetórias de inclusão social e económica ao longo da vida", lê-se na informação.
O relatório “Pobreza e Exclusão Social 2025”, do Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza, refere ainda que as áreas rurais e pouco povoadas continuam a registar taxas de pobreza mais elevadas (23,5%) do que as cidades densamente povoadas (17,5%), apesar de a maioria das pessoas em situação de pobreza viver em contextos urbanos.