Deputado socialista alerta para necessidade de participação dos agentes locais e maior previsibilidade na gestão dos fundos para combater pobreza na região.

O deputado socialista Pedro do Carmo exigiu uma participação ativa dos autarcas e agentes económicos e sociais do Alentejo na definição do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

Durante a audição do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Pedro do Carmo congratulou-se com o compromisso do Governo de que o Alentejo não perderá 700 milhões de euros no próximo ciclo de fundos europeus, mas prometeu manter-se atento aos desenvolvimentos.

Deixou claro que "sabemos que haverá um envelope nacional mas não sabemos se haverá programas regionais e essa indefinição é crítica" e destacou que o índice de pobreza no Alentejo é o maior do país, situação que os fundos de coesão podem ajudar a inverter.

O deputado afirmou ainda que "precisamos de saber se vamos ter um programa nacional ou regional, como é que vai ser articulado, como é que vamos poder colaborar nele, para que efetivamente possamos continuar a apostar no crescimento do Alentejo".

Pedro do Carmo defende que o Alentejo deve ser considerado no seu conjunto e que "os critérios de distribuição de fundos não podem penalizar a região devido ao crescimento económico exponencial" de zonas específicas como Sines.

Por fim, enalteceu a gestão exemplar dos fundos nos anteriores ciclos, afirmando que "a região do Alentejo nunca teve de devolver um cêntimo a Bruxelas" e destacou o trabalho dos autarcas, associações e funcionários da CCDR.