Museu Municipal de Etnografia de Serpa reabre hoje ao público
O Museu Municipal de Etnografia de Serpa reabre as portas ao público no dia de hoje, 18 de outubro, pelas 16h30, “após uma profunda intervenção de requalificação e um robusto investimento na valorização do património cultural de Serpa”, descreve nota da autarquia.O equipamento, localizado no Largo do Corro, em Serpa, foi construído no século XIX …
O Museu Municipal de Etnografia de Serpa reabre as portas ao público no dia de hoje, 18 de outubro, pelas 16h30, “após uma profunda intervenção de requalificação e um robusto investimento na valorização do património cultural de Serpa”, descreve nota da autarquia.
O equipamento, localizado no Largo do Corro, em Serpa, foi construído no século XIX para albergar o Mercado Municipal, inaugurado em 1889. Por volta de 1983, o edifício deixou de funcionar como mercado e sofreu uma reabilitação, para instalação do Museu de Etnografia, que viria a ser inaugurado quatro anos depois, em 1987.
Em 2018 encerrou ao público, para intervenções profundas no edifício.
A obra preserva a sua função pública e valor patrimonial, ao mesmo tempo que introduz melhorias significativas em matéria de acessibilidade, conforto e eficiência energética. A mesma respeitou integralmente a volumetria e morfologia do edifício, reforçando a segurança contra incêndios com a instalação de saídas de emergência e claraboias de desenfumagem. A acessibilidade assegurou-se através de uma plataforma elevatória entre pisos, sanitários universais e nivelamento dos acessos exteriores.
Ao nível do conforto térmico e acústico, foram aplicados rebocos térmicos interiores, substituídos os vidros simples por duplos e instalado um sistema de climatização com piso radiante e ventilo-convetores. A ventilação natural e a impermeabilização da laje do piso contribuíram para uma melhor regulação higrotérmica.
A intervenção corrigiu patologias estruturais, reforçando os barrotes da cobertura e tratando as armaduras dos pilares. A relocalizada da zona de receção melhorou a articulação entre áreas expositivas, loja e bengaleiro, e criou-se uma estante pública para coleções não expostas. O espaço expositivo foi ampliado e reorganizado, com novas vitrines e áreas dedicadas a exposições temporárias, e a iluminação foi substituída por sistemas especializados de museu, e todas as infraestruturas técnicas foram renovadas com traçados discretos e integrados.
No que concerne à museografia, as peças da coleção apresentam-se agora em temas, refletindo a identificação dos ofícios e o papel dos utensílios na cadeia de tarefas. Um dos princípios expositivos é o de marcar a distinção entre os objetos e o espaço, através de dispositivos de separação, criando novos planos elevados relativamente ao piso, o “efeito Museu”. A contextualização desse uso é complementada através dos Guias de Visita, enquanto que através de códigos QR é possível aceder a vídeos e a áudios com informação adicional. Registos de sons e de imagens em movimento, originais e contemporâneos, caraterizam os ambientes de alguns núcleos.
Esta requalificação, no valor de quase 1 milhão e 500 mil euros, contou com o financiamento da União Europeia, no âmbito do Alentejo 2030, no valor de quase 790 mil euros.