“Trabalho Sem Fronteiras”, boas práticas e perspetivas para uma integração que gera valor humano, social e económico, propõe hoje, dia 4 de março, entre as 9h30 e as 12h30, no Parque de Leilão de Gado de Moura, um encontro promovido pela Câmara Municipal de Moura, em parceria com a Comoiprel, no âmbito do Ser + …

“Trabalho Sem Fronteiras”, boas práticas e perspetivas para uma integração que gera valor humano, social e económico, propõe hoje, dia 4 de março, entre as 9h30 e as 12h30, no Parque de Leilão de Gado de Moura, um encontro promovido pela Câmara Municipal de Moura, em parceria com a Comoiprel, no âmbito do Ser + Compromisso Social CLDS – 5G.
“Este encontro propõe uma reflexão estratégica sobre o papel da migração e do desenvolvimento dos territórios e reúne representantes do poder local, da sociedade civil e do setor empresarial. A título de exemplo, estarão presentes a Câmara Municipal de Moura, o CLAIM de Moura e o Consórcio do CLAIM de Odemira, a Solidariedade Emigrante e a Rubicon, uma empresa de trabalho temporário”, antecipou José Neves, coordenador do projeto de intervenção social em Moura.

Enquanto mediador do Compromisso, José Neves defendeu que se pretende acima de tudo, “promover um diálogo plural e complementar sobre a necessidade de encarar a integração dos migrantes não apenas como uma resposta à escassez da mão de obra que temos no nosso território, mas sobretudo como um investimento estruturante na coesão social e na sustentabilidade económica”.
O coordenador garantiu que mais do que um momento de diagnóstico, “este encontro pretende gerar um compromisso e visão estratégica, porque acreditamos que a integração é aquela que cria valor, aquela que assegura direitos, promove a estabilidade, permite o contributo dos trabalhadores migrantes e que se traduz sobretudo em desenvolvimento humano, social e económico”.

Nesta fase de análise, o CLDS – 5G de Moura priorizou a visão junto do tecido empresarial do concelho e do distrito relativamente a esta matéria dos migrantes. A fase seguinte é articular com respostas existentes “até ao nível do Estado para avançarmos com essa integração plena dos migrantes na nossa comunidade”, sublinhou.
Da avaliação que faz e do conhecimento que tem em conjunto com todas as entidades participativas, José Neves assegura que no concelho de Moura a mão de obra migrante “é necessária ao nível da agricultura (realizada) com trabalhadores sobretudo indostânicos (Índia e Paquistão). O trabalho sazonal já não se aplica tanto, porque há quase trabalho pleno ao longo de todo o ano, no amendoal e também na azeitona. Existe mobilidade, mas os migrantes estão em presença no nosso território praticamente todo o ano”, sustentou.

Efetivamente por cá, a realidade laboral destes trabalhadores expande-se além do setor agrícola, como explicou o responsável. “Também ao nível da restauração, do alojamento e de valências de respostas sociais que temos, estes migrantes também já suprimem a falta de mão de obra no nosso território, relacionado com o despovoamento e o envelhecimento da nossa população”, assegurou José Neves.
O Ser + Compromisso Social CLDS-5G é um projeto de intervenção social no concelho de Moura, que tem como finalidade combater a pobreza e a exclusão social.