Mortalidade em Portugal – 5 concelhos do Baixo Alentejo com as maiores taxas a nível nacional
A mortalidade em Portugal continua a traçar um mapa marcado por fortes desigualdades territoriais, repetindo um padrão que se mantém ano após ano. Segundo dados divulgados pelo jornal Expresso, as regiões dos Açores, Madeira, Alentejo e Algarve apresentam as taxas de mortalidade padronizada mais elevadas do país, em claro contraste com o Norte e parte …
A mortalidade em Portugal continua a traçar um mapa marcado por fortes desigualdades territoriais, repetindo um padrão que se mantém ano após ano. Segundo dados divulgados pelo jornal Expresso, as regiões dos Açores, Madeira, Alentejo e Algarve apresentam as taxas de mortalidade padronizada mais elevadas do país, em claro contraste com o Norte e parte do Centro, onde se observam os valores mais baixos.
Entre 2022 e 2024, a taxa de mortalidade padronizada nacional situou-se nos 11,31 óbitos por mil habitantes. Contudo, a oscilação entre concelhos é significativa: Barrancos regista um máximo de 21,9, mais do dobro de Mogadouro, que apresenta apenas 9,1. Especialistas apontam estas diferenças como um “alerta vermelho” que espelha desigualdades estruturais persistentes.
Mais de metade dos municípios acima da média nacional localizam-se nos Açores e nos distritos de Beja e Portalegre, zonas caracterizadas por menores densidades populacionais, envelhecimento acentuado e dificuldades de acesso a serviços de saúde. Em sentido inverso, os distritos de Braga, Aveiro e Bragança concentram a maioria dos concelhos com os índices mais favoráveis.
As disparidades sugerem que fatores como pobreza, isolamento geográfico e fragilidade das redes de cuidados continuam a exercer um peso determinante na esperança de vida e no risco de morrer mais cedo. Para os especialistas, a persistência deste padrão exige respostas urgentes e políticas públicas direcionadas para reduzir a desigualdade territorial em saúde.