Meio aéreo de combate a incêndios falha em Moura – “Alguma coisa tem de ser repensada” Álvaro Azedo
O presidente da Câmara Municipal de Moura voltou a manifestar a sua preocupação com a falta do helicóptero de combate inicial a incêndios rurais que deveria estar instalado no Centro de Meios Aéreos de Moura desde o dia 1 de junho.Os procedimentos de abertura de um novo concurso internacional, visto que o primeiro ficou deserto, …
O presidente da Câmara Municipal de Moura voltou a manifestar a sua preocupação com a falta do helicóptero de combate inicial a incêndios rurais que deveria estar instalado no Centro de Meios Aéreos de Moura desde o dia 1 de junho.
Os procedimentos de abertura de um novo concurso internacional, visto que o primeiro ficou deserto, estão a ser seguidos, informação que foi transmitida a Álvaro Azedo pelo Comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Mário Silvestre. “Aquilo que nós sentimos no território é que há mudanças que vêm para pior e nunca para melhorar o serviço que o Estado tem de prestar às populações”, lamentou o autarca de Moura à Planície.
A abertura de um novo concurso internacional pode vir a atrasar todo o processo e o mais certo é não ter o meio aéreo este verão. “Já sabíamos há muitos meses que o verão iria ser muito sensível no nosso território e este meio aéreo é da maior importância para o combate inicial aos incêndios rurais”, reforçou o presidente. Sublinhou também que a noção com que fica é a de “pouca preparação desta época de incêndios para os concursos dos meios aéreos e se calhar chegaremos ao final do verão sem meio aéreo”.
Álvaro Azedo pediu uma audiência à tutela, nomeadamente ao Ministério da Administração Interna para expor as questões relacionadas com a Protecção Civil do território. “Há territórios que têm de ter preocupações diferenciadoras porque o verão aqui é sempre muito castigador e não nos esqueçamos que temos um património florestal muito grande. Não estou apenas a falar do concelho de Moura, mas de todos os concelhos e municípios que fazem parte do raio de acção deste meio aéreo”.
E, ao que parece com os procedimentos do concurso internacional a seguirem, mas sem qualquer data para haver certezas, o presidente da autarquia de Moura vale-se da força de trabalho humano. “Os meios humanos estão no terreno e os equipamentos que lhes estão associados darão como sempre deram o melhor de si. Temos o profissionalismo de todos os agentes no terreno para salvaguardar as nossas populações e conseguir dar a melhor resposta nesta época mais sensível de incêndios, mas alguma coisa tem de ser repensada porque todos os anos é um problema e todos os anos acontece sempre alguma coisa que cria instabilidade na distribuição dos meios aéreos pelo território”.
No caso de haver alguma emergência, Álvaro Azedo irá recorrer “às soluções que temos no terreno, GNR, bombeiros e os homens e as mulheres que estão no território e as respectivas unidades que sempre deram resposta”.