Manifestação - “Grande parte das escolas do distrito de Beja estão encerradas esta sexta-feira” Diz a STAL
“Abaixo o Pacote Laboral!”, é o mote que está na origem da manifestação nacional de amanhã, dia 17 de abril, a partir das 14h30, entre o Saldanha e o Parlamento, em Lisboa, convocada pela CGTP – Intersindical.
São vários os setores da função pública e de entidades privadas que já emitiram avisos de pré-greve convocadas ao protesto.
Entre eles, está a FENPROF – Federação Nacional dos Professores que lançou um pré-aviso de greve para permitir aos docentes participarem na manifestação de hoje.
Em conjunto com a CGTP – Intersindical, a União dos Sindicatos do Distrito de Beja também apelou à intervenção, assim como o STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins. Os representantes de ambas as organizações sindicais do distrito de Beja, nomeadamente Maria da Fé Carvalho e Osvaldo Rodrigues explicaram à Planície o que está em questão.
“O objetivo da manifestação de amanhã é a rejeição da proposta do pacote laboral e a luta por melhores direitos, por aumentos de salários e por melhores serviços públicos. Os trabalhadores sabem e sentem que este pacote laboral é muito prejudicial, aliás, não há uma única medida que seja favorável aos trabalhadores, antes pelo contrário, e é precisamente contra isso que os trabalhadores estão hoje nas ruas”, anunciou Maria da Fé da Carvalho.
Osvaldo Rodrigues do STAL frisou que as alterações a estas propostas de trabalho do Governo “são gravíssimas”. Destacou as mais importantes. “Prolongar o horário de trabalho, despedimentos por justa causa, contratos a prazo sem limites, liberalizar as empresas e o trabalho temporário e eternizá-lo no tempo, atacar os direitos da paternidade e da maternidade e destruir toda a contratação coletiva que é possível neste momento de fazer com a administração pública, limitar a liberdade sindical e o direito à greve”.
O coordenador deste sindicato no distrito de Beja informou que “grande parte das escolas do nosso distrito irão encerrar por estes motivos. Temos um conjunto de trabalhadores da área da educação, como assistentes operacionais na área da ação educativa que irão participar”.
Além dos trabalhadores da administração local e regional, estão convocadas as empresas municipais, bombeiros, concessionárias, serviços de recolha de lixo e setores relacionados.
Habitação para todos, aumentos de salários e os mesmos direitos laborais estão na origem da paralisação desta sexta-feira.