Foi assinado esta sexta-feira um protocolo que garante um investimento de cerca de 13,3 milhões de euros para a execução de infraestruturas essenciais ao funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo.

O montante será aplicado na construção de acessos rodoviários, redes de abastecimento de água e saneamento, bem como nas ligações elétricas, criando as condições básicas necessárias para a entrada em funcionamento da nova unidade hospitalar.

Com a formalização deste acordo, é ultrapassado um dos principais entraves que vinha atrasando o projeto, marcado ao longo dos anos por vários avanços e recuos. O desbloqueio representa um passo decisivo para a concretização de uma obra considerada estratégica para a região.

A execução das infraestruturas ficará a cargo da Câmara Municipal de Évora, enquanto o financiamento será assegurado pela Unidade Local de Saúde do Alentejo Central.

A construção do hospital, já em curso, ganha assim um novo impulso, reforçando a expectativa de que a unidade possa, finalmente, entrar em funcionamento e servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil utentes em toda a região do Alentejo.

O futuro Hospital Central do Alentejo ocupará uma área de 75 hectares e contará com cerca de 100 mil metros quadrados de construção, distribuídos por vários pisos. Estão previstas 30 especialidades médicas, 457 camas de internamento, 11 salas de operação e 43 postos de recobro.

A nova infraestrutura deverá assumir um papel central na rede hospitalar da região, funcionando em articulação com outras unidades de saúde do Alentejo, nomeadamente em Beja, Portalegre, Elvas e no Litoral Alentejano.

A cerimónia de assinatura contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que acompanhou a formalização do acordo entre as entidades envolvidas, incluindo a Administração Central do Sistema de Saúde, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, a Câmara Municipal de Évora e a CCDR Alentejo.

Leia também