Greve Geral após 12 anos – Paralisação nacional esta quinta-feira
Portugal vive hoje a primeira greve geral em 12 anos, convocada pelas duas principais centrais sindicais, CGTP e UGT, em protesto contra o novo pacote de medidas laborais proposto pelo governo de centro-direita liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.A última paralisação conjunta das centrais ocorreu a 27 de junho de 2013, em plena crise económica, quando …
Portugal vive hoje a primeira greve geral em 12 anos, convocada pelas duas principais centrais sindicais, CGTP e UGT, em protesto contra o novo pacote de medidas laborais proposto pelo governo de centro-direita liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
A última paralisação conjunta das centrais ocorreu a 27 de junho de 2013, em plena crise económica, quando o país enfrentava as duras consequências do programa de assistência financeira. Doze anos depois, os sindicatos voltam a unir forças para contestar alterações que consideram regressivas para os direitos dos trabalhadores.
Maria da Fé Carvalho, coordenadora da União de Sindicatos do Distrito de Beja, em declarações à Planície, reforçou o apelo dos trabalhadores e os motivos que levaram a esta greve geral. Referiu ainda que no distrito de Beja as áreas que podem ser mais afetadas são a saúde, a educação e os serviços públicos.
Governo quer mais “flexibilidade” laboral
O executivo defende que as reformas apresentadas pretendem modernizar o mercado de trabalho. Montenegro sublinhou que o governo propôs “alterações a mais de 100 artigos” e garantiu abertura para negociar na Concertação Social e, posteriormente, no Parlamento. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é “ajustar a lei às exigências atuais da economia e à robustez das empresas”.
Pontos mais contestados
Entre os aspetos que bloqueiam um acordo estão questões como o banco de horas, o regime de contratos a prazo e as regras de despedimento. Os sindicatos criticam ainda o limite ao período durante o qual as mulheres que amamentam podem solicitar horários flexíveis e a redução da licença por luto em caso de aborto espontâneo. Para as centrais, o pacote facilita despedimentos e intensifica a precariedade laboral.
Impacto previsto em vários setores
A greve deverá afetar serviços públicos e privados em todo o país. Transportes, aeroportos e hospitais poderão sentir fortes perturbações ao longo do dia, com serviços mínimos assegurados apenas nas áreas indispensáveis.
