A Guarda Nacional Republicana (GNR) participou, no final do ano de 2025, na Operação Liberterra III, uma ação internacional organizada pela INTERPOL e coordenada, em Portugal, pelo Gabinete Nacional Interpol, com o objetivo de combater o tráfico de seres humanos e a imigração ilegal.A operação decorreu à escala global, envolvendo forças de segurança de 119 …

A Guarda Nacional Republicana (GNR) participou, no final do ano de 2025, na Operação Liberterra III, uma ação internacional organizada pela INTERPOL e coordenada, em Portugal, pelo Gabinete Nacional Interpol, com o objetivo de combater o tráfico de seres humanos e a imigração ilegal.
A operação decorreu à escala global, envolvendo forças de segurança de 119 países, e centrou-se na deteção e repressão de crimes associados ao tráfico de pessoas, ao auxílio à imigração ilegal e a outras práticas criminosas conexas, através de ações em pontos estratégicos de controlo de fronteiras.

No âmbito das suas competências de vigilância e controlo de fronteiras, a GNR empenhou 357 militares em ações de fiscalização e controlo de pessoas nas fronteiras marítima e terrestre, bem como em vias rodoviárias e ferroviárias, em estreita articulação com autoridades nacionais e internacionais.
Durante a operação, a GNR, através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), com o apoio dos Comandos Territoriais, fiscalizou um total de 11 257 pessoas. Estas ações permitiram detetar 34 migrantes em situação irregular, resultando em 11 detenções por entrada e permanência ilegal em território nacional.

A nível global, a Operação Liberterra III possibilitou o resgate de 4 414 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos e a identificação de 12 992 migrantes em situação irregular. As ações desenvolvidas culminaram em 3 744 detenções, incluindo mais de 1 800 por suspeitas de tráfico de seres humanos e de auxílio à imigração ilegal, segundo dados preliminares divulgados pelos países participantes.
A participação da GNR nesta operação internacional reforça o seu papel fundamental na vigilância e controlo das fronteiras marítima e terrestre, bem como no combate ao tráfico de seres humanos — um fenómeno de elevada complexidade e impacto global, que constitui uma séria ameaça à segurança e aos direitos humanos, exigindo uma resposta concertada e uma cooperação internacional eficaz.