A Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 15 de junho e 15 de setembro, diversas acções de sensibilização e patrulhamento junto das zonas residenciais. A finalidade é a de alertar para os procedimentos de segurança a adoptar na prevenção de situações de furto e roubo em residência, particularmente durante a ausência dos seus …

A Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 15 de junho e 15 de setembro, diversas acções de sensibilização e patrulhamento junto das zonas residenciais. A finalidade é a de alertar para os procedimentos de segurança a adoptar na prevenção de situações de furto e roubo em residência, particularmente durante a ausência dos seus proprietários no período das férias de verão, divulgando em simultâneo o Programa “Chave Directa 2025”.
Durante este período, foram empenhados no programa um total de 5 797 militares da Guarda, que desenvolveram acções de informação, sensibilização e patrulhamento de proximidade em zonas residenciais, difundido conselhos de segurança a adoptar pelos cidadãos. Destacam-se 510 pedidos de adesão e 2 913 visitas efectuadas neste âmbito. A Planície falou com o Major Sergio Fonseca, da GNR.

No que respeita à actuação operacional, entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2025, a GNR procedeu à detenção de 111 suspeitos por furto em residência e de cinco suspeitos por roubo em residência.
Na sua área de responsabilidade territorial, a GNR registou em 2022, 8 684 furtos e roubos em residências; em 2023, o número foi de 8213; em 2024, de 8 394 e em 2025, 5 454 furtos e roubos em residências.
No que se refere aos modus operandi mais comuns no cometimento de furtos em residências, no período diurno, os suspeitos usualmente batem à porta e, com uma conversa aparentemente bem estruturada e previamente planeada, conseguem entrar nas residências, abordando por vezes os proprietários quando estão a chegar a casa, ou quando os mesmos se encontram nas imediações (quintal/logradouro).

No período nocturno, verifica-se, por vezes, a entrada forçada dos suspeitos nas residências, através de arrombamento de porta ou janela, quando as vítimas já se encontram em casa descontraídas ou a dormir, sem qualquer hipótese de reação. Alguns dos suspeitos, pela forma como os factos se verificaram, denotam conhecer as rotinas das vítimas e das pessoas que vivem na residência alvo.
No que diz respeito ao crime de roubo em residências, os mesmos são executados com recurso a violência sobre as vítimas, em particular cidadãos idosos e pessoas vulneráveis. Nestes roubos, as vítimas são agredidas ou imobilizadas, sendo que, em alguns casos, as vítimas são sequestradas no interior da sua própria residência enquanto os suspeitos executam o roubo.
A Guarda deixa alguns conselhos preventivos:

Adopte mecanismos que possam dificultar a entrada na sua residência, tais como dispositivos de autoprotecção (alarmes, câmaras de videovigilância, óculo, corrente de segurança na porta, entre outros); não deixe entrar pessoas suspeitas ou desconhecidas sem ter a certeza de quem são, quer seja na sua residência ou nas áreas comuns dos prédios. Não abra a porta caso a intenção do visitante seja contactar com outro vizinho; tenha sempre à mão os números de telefone para poder comunicar com alguém, principalmente com a Força de Segurança da sua zona de residência; deixe as portas, janelas ou portões de garagem da sua residência ou do condomínio onde reside, sempre fechados quando sair. Aguarde, sempre que possível, até ao seu fecho total.