GNR controlou mais de 91 mil estrangeiros e deteve 243 por permanência ilegal
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Grupo de Guarda de Fronteiras da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), controlou mais de 91 mil cidadãos estrangeiros e efetuou 243 detenções por permanência ilegal em Portugal desde 29 de outubro de 2023, data em que assumiu a competência do controlo das fronteiras marítima e terrestre.
Até junho de 2026, o grupo realizou 5.458 ações de fiscalização territorial, incidindo principalmente no combate à imigração ilegal, tráfico de seres humanos e na verificação das condições laborais e de vida dos cidadãos estrangeiros em território nacional.
Estas ações permitiram ainda identificar 540 notificações de abandono voluntário e 6.598 contraordenações, classificadas maioritariamente como faltas de declaração de entrada (3.286), inobservâncias de deveres (1.658), excessos de permanência no território nacional (497) e outras (1.157).
As fiscalizações concentraram-se em setores de risco como agricultura, pescas, indústria, construção civil, restauração e hotelaria, assim como nos transportes rodoviário e ferroviário, áreas onde se identificaram situações de permanência ilegal e indícios de crimes associados ao tráfico de seres humanos e à exploração laboral.
No âmbito do controlo da fronteira marítima nacional, o Grupo de Guarda de Fronteiras controlou 102.063 embarcações e 10.983.476 pessoas, distribuído por 15 postos de guarda marítimos em Portugal continental e nas regiões autónomas. Os militares garantem o controlo de passageiros e tripulantes nas entradas e saídas do Espaço Schengen, fiscalização de portos e marinas, e a atribuição de vistos na fronteira.
Desde outubro de 2023, foram emitidas 82.579 autorizações de acesso às zonas internacionais dos portos, reforçando a atuação integrada do Grupo que combina fiscalização territorial com proteção das fronteiras.
O Coronel Orlando Libório, Comandante do Grupo de Guarda de Fronteiras da UCCF, destaca que "o controlo migratório assenta numa atuação integrada, que alia segurança, fiscalização e proteção das pessoas" e que o grupo se afirma como "um elemento fundamental na resposta aos atuais desafios migratórios".