Furtados 600 litros de azeite do Banco Alimentar de Beja
As instalações do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) de Beja foram assaltadas na madrugada desta segunda-feira, tendo sido levados 600 litros de azeite, avaliados em cerca de cinco mil euros. Em entrevista à Planície, José Tadeu de Freitas, presidente da instituição de Beja, mostrou a sua consternação. “Este mês de janeiro mudámos para umas …
As instalações do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) de Beja foram assaltadas na madrugada desta segunda-feira, tendo sido levados 600 litros de azeite, avaliados em cerca de cinco mil euros.
Em entrevista à Planície, José Tadeu de Freitas, presidente da instituição de Beja, mostrou a sua consternação. “Este mês de janeiro mudámos para umas instalações consideradas provisórias e isso levou a que os meios de segurança ainda não estejam instalados. E esta noite passada tivemos a intrusão de alguns meliantes, não temos ideia de quem são e roubaram 600 quilos (medida usada pelo Banco Alimentar) de azeite. Ficámos sem azeite para poder apoiar as cerca de 4000 famílias nos próximos meses. Não temos essa capacidade para comprar, porque não temos dinheiro e o Banco Alimentar trabalha só com doações”.
Esta reserva de azeite chegava até maio deste ano, altura em que o Banco Alimentar de Beja realiza nova campanha de angariação de bens.
O responsável da instituição de Beja fez um apelo aos microfones da Rádio Planície. “A notícia acaba por ser importante para nós porque se alguns produtores entenderem, podem ajudar a colmatar este nosso prejuízo e que nos ajudem”. Em causa está o azeite doado pela “Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e mais duas empresas que também nos deram e que estava encaixotado e foi rapidamente roubado pelas traseiras do nosso armazém junto à linha férrea”.
O alerta, tal como contou, “foi dado de manhã quando o nosso voluntário chegou, 8h50 e viu o portão de trás aberto”.
As autoridades estão a tomar conta do caso, como adiantou o presidente. “Foi automaticamente chamada a PSP ao local antes de podermos mexer em qualquer instalação, tomaram conta da ocorrência e fizeram as diligências que estão indagados para fazer. Com toda a certeza vão promover as acções necessárias para chegarem aos possíveis meliantes”, afirmou José Tadeu de Freitas.