O concelho de Mourão, um território de luz vasta e generosa, de horizontes largos, tecidos sob a forma de planície, mas também de águas abundantes, oferecidas por Alqueva, serve de palco a mais um fim de semana de actividades do Festival Terras sem Sombra, a 14 e 15 de junho, uma actividade guiada pelo historiador …

O concelho de Mourão, um território de luz vasta e generosa, de horizontes largos, tecidos sob a forma de planície, mas também de águas abundantes, oferecidas por Alqueva, serve de palco a mais um fim de semana de actividades do Festival Terras sem Sombra, a 14 e 15 de junho, uma actividade guiada pelo historiador de arte, José António Falcão.

Na sua 21.ª edição, subordinada ao tema “Autoras, Intérpretes, Musas: O Eterno Feminino e a Condição da Mulher na Música (Séculos XIII-XXI)”, a incursão do festival em terras mouranenses propõe-nos uma abordagem tripartida: música de excelência, património quase desconhecido e um olhar atento a um sector de excepção da biodiversidade. Na componente musical, destaque para o concerto do Quarteto de Cordas da Orquestra da Costa Atlântica, que explora a espiritualidade, a memória e a presença intemporal da mulher na arte. Está agendado para hoje às 21h30 na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, em Mourão.

A dimensão patrimonial propõe a visita à aldeia raiana de Granja, em périplo ao tecido histórico e cultural do povoado. No domingo, o festival ruma à Herdade da Galeana, às 9h30, numa jornada de conhecimento da raça brava de lide, prova de que o montado pode ser, simultaneamente, espaço de afirmação cultural e de conservação da biodiversidade. O ponto de encontro é no Largo da Fonte Luminosa, em Mourão.
Nesta apresentação na vila histórica, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município de Mouão. Sublinhe-se o regresso, em 2025-26, ao apoio sustentado da Direcção-Geral das Artes, obtido mediante concurso público.