O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja decorre na Casa da Cultura entre 5 e 21 de junho, celebrando a sua 21.ª edição com autores de Angola, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Portugal, Roménia e Suíça.

A programação inclui mostras, conversas, lançamentos, sessões de autógrafos e concertos desenhados, com destaque para o Mercado do Livro, que reúne cerca de 60 editores, e o novo Interstícios, mercado de edição alternativa nos terraços da Casa da Cultura.

Entre as exposições destacam-se as obras de Beatriz Brajal, Dinis Conefrey e o brasileiro Luckas Ioanathan, premiado com o Jabuti. Espanha apresenta a coletiva "Aventureras gráficas" e estão ainda patentes exposições de Inês Louro, Thomas Ott, Simone Baumann, Benjamin Bachelier e a romena "Dracula in Comics".

O festival homenageia Filipe Pina, falecido em 2025, e integra o coletivo local Toupeira, que inclui autores de vários países. Esta edição coincide com a preparação do futuro Museu de Banda Desenhada de Beja, projeto de mais de 1,2 milhões de euros com abertura prevista para 2027.

Paulo Monteiro, diretor do festival e da Bedeteca, afirma que o museu irá salvaguardar cerca de 1.500 pranchas originais e centenas de documentos históricos de artistas nacionais como Rafael Bordalo Pinheiro e Carlos Botelho.