Festival Futurama 2026 arranca hoje na cidade de Beja
O Festival Futurama, que está de regresso ao Baixo Alentejo, de 15 a 30 de maio pelo 5º ano consecutivo, volta a transformar a região num lugar de criação, partilha e imaginação artística.
O programa atravessa Beja (15 e 16 de maio), Mértola (22 de maio) e Alvito (30 de maio), reunindo artes visuais, música, performance, teatro e palavra em espaços culturais e patrimoniais, durante três fins-de-semana de entrada livre.
O resultado de meses de trabalho em território – residências artísticas e o programa Artistas nas Escolas – torna-se visível em criações desenvolvidas com alunos do Instituto Politécnico de Beja, da Escola Secundária Diogo de Gouveia e da Escola Profissional de Alvito, em colaboração com David Infante, Carincur e Filippo Fiumani.
Paralelamente, as residências com a CerciBeja e a Universidade Sénior da ALSUD resultam em novas obras de Horácio Frutuoso e Ana Baleia. Este ano, destaque também para a residência da coreógrafa e bailarina Mariana Tengner Barros com a Ginástica Acrobática da Escola Secundária de S. Sebastião, em Mértola, e a Escola de Música da ALSUD.
Em cada localidade, o projeto Cantexto estreia seis novos poemas de Yara Nakahanda Monteiro, Bruno Vieira Amaral, Nástio Mosquito, Patrícia Reis, Hugo van der Ding e Cristina Taquelim, musicados e interpretados ao vivo com grupos corais do Baixo Alentejo.
Na programação do primeiro fim-de-semana em Beja, sublinha-se ainda o espectáculo-desafio Popular, da criadora e intérprete Sara Inês Gigante, que parte da autoficção para desafiar os padrões do panorama cultural e do universo popular através de uma fusão entre ambos; e o concerto de João Spencer, talento local que apresenta o álbum “t.204”.
“O projeto Cantexto vai circular por estes territórios sendo que em Mértola temos um grupo extra convidado que é o ‘Guadiana de Mértola’ que já participou no Cantexto há uns anos atrás e no caso de Alvito, temos os ‘Rama Verde’ que também já participaram e têm uns convidados especiais. Temos também a apresentação de residências artísticas. No fundo o que nós fazemos nestas residências, é procurar valorizar o capital simbólico do Baixo Alentejo, sempre relacionar a memória do local e o que existe de património e com isso fazer uma nova criação”, destacou Rita Fialho Vicente, coordenadora artística do Futurama 2026.