O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPC BA) realiza, a 26 de maio, o exercício DECIRBALE’26 no Perímetro Florestal da Cabeça de Ferro e no Regimento de Infantaria n.º 1, em Beja.

Esta iniciativa tem como principal objetivo exercitar a articulação entre as várias forças e serviços do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), focando-se no treino de equipas de Posto de Comando Operacional e do Comando Tático e Manobra na vertente dos incêndios rurais.

O exercício inclui ainda o treino de Equipas de Reconhecimento e Avaliação de Situação, condução de veículos fora de estrada, preservação de indícios nos locais de operação, combate a incêndios interface urbano-rural, intervenções pré-hospitalares em cenários de incêndio rural e o empenhamento de máquinas de rastos.

Segundo o Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, Carlos Pica, “é um exercício operacional que junta várias entidades, incluindo Corpo de Bombeiros, Força Especial de Protecção Civil, Forças Armadas, Cruz Vermelha, Polícia Judiciária e Serviços Municipais de Protecção Civil”.


O responsável explicou que a iniciativa representa o culminar de vários meses de treino conjunto entre as diferentes forças envolvidas. “Este exercício inclui um circuito com várias estações onde as equipas trabalham em conjunto para resolver problemas operacionais”, referiu.

Entre os cenários simulados estiveram incêndios rurais, com abertura de faixas de contenção e utilização de ferramentas manuais e mecânicas, bem como situações de emergência pré-hospitalar, apoiadas pelo posto médico avançado da Cruz Vermelha.

O exercício integrou ainda uma estação de condução técnica fora de estrada, destinada a testar a articulação entre equipas na superação de obstáculos, e outra dedicada a incêndios urbanos, recriando situações em que habitações são afectadas pelas chamas.

Pela segunda vez, a Polícia Judiciária participou nesta operação, orientando os operacionais relativamente aos procedimentos necessários para preservar indícios relevantes para investigação criminal. Para Carlos Pica, esta componente reforça “a dimensão técnica e colaborativa do exercício”.

O comandante sublinhou que o principal objectivo desta acção passa por “reforçar a coordenação e a resposta integrada dos agentes de protecção civil em cenários complexos”.

Esta ação integra-se na preparação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para o ano de 2026.