O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e a Delegação Regional do Alentejo convocam os enfermeiros a participar na paralisação de hoje.Carolina Ribeiro, a coordenadora do SEP no Alentejo, afirmou à Planície que no distrito de Beja “toda a Administração Pública está mobilizada para a greve de hoje”, com os serviços mínimos assegurados e a possibilidade …

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e a Delegação Regional do Alentejo convocam os enfermeiros a participar na paralisação de hoje.
Carolina Ribeiro, a coordenadora do SEP no Alentejo, afirmou à Planície que no distrito de Beja “toda a Administração Pública está mobilizada para a greve de hoje”, com os serviços mínimos assegurados e a possibilidade de haver “Unidades de Saúde fechadas”, como é o caso do Serviço de Urgência Básica de Moura.
As Urgências do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, vão estar a funcionar, mas com os “serviços mínimos assegurados com constrangimentos no que diz respeito ao tempo de atendimento”, garantiu a coordenadora do SEP Alentejo.

A classe exige um Acordo de Trabalho Coletivo “que não represente um retrocesso nos direitos conquistados” e “um Serviço Nacional de Saúde que mantenha todas as suas portas abertas”.
Os enfermeiros pedem “aumentos salariais dignos” e falam em “propaganda do Governo em torno da intenção de valorizar carreiras, aumentar salários, aprovar planos motivacionais, etc., mas que não passa disso mesmo, propaganda!”.
Fonte do SEP reafirma que no setor da saúde, o Governo e a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, “optaram por não aprovar os Planos de Desenvolvimento Organizacional de qualquer Unidade Local de Saúde condicionando a contratação de enfermeiros e a abertura de concursos para desenvolvimento nas carreiras”.

O resultado é a intensificação da carência de enfermeiros e a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho do Governo/ Ministério da Saúde, vai agravá-la.
“A proposta tem como único objetivo poupar dinheiro e dar continuidade a um programa de destruição dos serviços públicos, no qual o ataque aos trabalhadores, também aos enfermeiros, é um elemento essencial”, garante o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
Outro dos problemas que evocam é o aumento da externalização de serviços, como é o caso do programa de vacinação entregue às farmácias ou, ainda, “a concessão de fatias de cuidados ao setor social e privado, como é o caso das Unidades de Saúde Familiar modelo C e a ressuscitação das Parcerias Público Privadas”.

O SEP insiste que não vai baixar os braços. “Os enfermeiros continuarão a lutar pela melhoria das suas condições de trabalho incluindo por um Acordo Coletivo de Trabalho que não signifique um retrocesso a 1979 e por um Serviço Nacional de Saúde que não encerre pontos de proximidade, urgências, aos cidadãos”.