EDIA assinala aniversário com a exposição “30 anos, 30 imagens – 1995 – 2025”
A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, assinala três décadas de atividade com a exposição “30 anos, 30 imagens – 1995 – 2025”, instalada na Rua Capitão João Francisco de Sousa, em Beja, entre 20 de fevereiro e 27 de março.A inauguração está marcada para o dia de hoje, 20 de fevereiro, …
A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, assinala três décadas de atividade com a exposição “30 anos, 30 imagens – 1995 - 2025”, instalada na Rua Capitão João Francisco de Sousa, em Beja, entre 20 de fevereiro e 27 de março.
A inauguração está marcada para o dia de hoje, 20 de fevereiro, às 10h30, com convite aberto à população em geral.
A iniciativa integra o programa evocativo do 30.º aniversário da empresa, celebrado em 2025, e antecede agora a comemoração do 31.º aniversário, que se assinala a 24 de março, convidando o público a revisitar a história, os projetos e o impacto do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva no território.
A data é hoje destacada à Planície pelo Presidente do Conselho de Administração da EDIA, José Pedro Salema, na empresa há 12 anos. “Assinala-se esta efeméride de três décadas passadas sobre a criação da EDIA, da construção e da transformação que o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) operou sobre uma região. Entendemos que era oportuno para dar a conhecer à população ou relembrar à população alguns momentos-chave desta transformação que começa com uma primeira imagem muito icónica daquela frase escrita no muro, perto de onde seria a futura barragem a dizer “Construam-me!”. Passa depois com as primeiras escavações, as betonagens e mais tarde com a criação dos blocos de rega, das infraestruturas primárias e secundárias, no fundo tudo aquilo que se foi fazendo ao longo destas décadas”.

Na cronologia, volta a fazer-se referência à primeira imagem que faz parte da mostra é anterior a 1995, e recorda a célebre frase “Construam-me; porra!”, escrita por um grupo de jovens na zona da futura barragem. “A frase tornou-se símbolo de uma determinação coletiva e do desejo profundo de concretizar um projeto há muito ambicionado pela região e pelo país”, explicita posteriormente a nota de imprensa da empresa.
Em 1995, com a criação da EDIA, esse desígnio ganhou estrutura, missão e rumo: conceber, executar, construir, gerir e explorar as infraestruturas de Alqueva, promovendo o desenvolvimento económico e social valorizando os recursos do território.
A exposição percorre momentos decisivos dessa trajetória. Das escavações iniciais, em 1995, à primeira betonagem, em 1998, seguindo-se o encerramento das comportas, em 8 de fevereiro de 2002, que deu início ao enchimento da albufeira, hoje a maior reserva estratégica de água nacional.
Pelo caminho, a desmatação e desarborização da área a ocupar pela albufeira, a construção da nova aldeia da Luz, a preservação e submersão do Castelo da Lousa, a relocalização do Cromeleque do Xerez e mais de 2000 intervenções arqueológicas, realizadas durante a construção das infraestruturas que permitiram reescrever a história da região e aprofundar o conhecimento sobre o seu passado.

José Pedro Salema refere que o mais importante do seu ponto de vista é projetar para o futuro, sem esquecer o passado e o presente. “Diria que as infraestruturas que hoje já estão construídas continuam a funcionar como têm funcionado. Sem problemas, sem interrupções de fornecimento, sem sobressaltos. As não notícias serão uma boa notícia. Que continuemos a distribuir este “ouro líquido” da água que é fonte de vida para uma região que promove a transformação, a criação de riqueza, a fixação de populações e o desenvolvimento harmonioso de uma região”.
Hoje, os “caminhos da água” estendem-se por 2078 km de redes primária e secundária que interligam 72 barragens e reservatórios, apoiadas por 48 estações elevatórias que garantem a distribuição água. O regadio de Alqueva atinge cerca de 130 mil hectares, transformando a paisagem, dinamizando o tecido económico e fixando população.
Alqueva afirma-se como líder nacional na produção de diversas culturas. A par do avanço das atividades económicas, a EDIA assegura a monitorização contínua, com o objetivo de garantir o equilíbrio entre o uso da água e do solo e a preservação do ambiente.
“30 anos, 30 imagens” é mais do que uma retrospetiva. “É um testemunho visual da ambição coletiva, da capacidade técnica e do compromisso com o futuro demonstrados pela EDIA ao longo de três décadas”, partilha a empresa.
Num contexto de alterações climáticas e de episódios meteorológicos extremos recentes como destaca a empresa, “esta exposição evidencia também o papel estruturante da Barragem de Alqueva enquanto infraestrutura essencial para a regulação de caudais, gestão de reservas estratégicas e reforço da resiliência hídrica nacional, prova de que investir em visão, sustentabilidade e inovação é, efetivamente, construir futuro”.