Distrito de Beja – O que falta à região em 2026 segundo o deputado do PS
Nas metas definidas para 2026, o deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo de Beja, fez questão de iniciar a conversa com a Planície com uma nota prévia, uma chamada de atenção às frases dos discursos. “Efetivamente mostro alguma preocupação e desagrado com o excesso de linguagem que passa a ser utilizada na nossa região. …
Nas metas definidas para 2026, o deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo de Beja, fez questão de iniciar a conversa com a Planície com uma nota prévia, uma chamada de atenção às frases dos discursos. “Efetivamente mostro alguma preocupação e desagrado com o excesso de linguagem que passa a ser utilizada na nossa região. Acho que é possível criticar, é possível ter propostas diferentes, mas temos de moderar a linguagem. Da minha parte estou disponível para isso, estou empenhado nisso, tenho muito respeito pelos adversários, não entro em demagogias nem em populismos fáceis e também a critica pela crítica. A nossa região não ganha quando atingimos esse ponto. É preciso mais tolerância a bem do desenvolvimento da nossa região”.
Pedro do Carmo diz é possível “ser aguerrido, mas com moderação e com respeito e acho que isso não está a ser devidamente implementado na nossa região por grande parte dos atores políticos. Da minha parte não contarão comigo para esse frenesim”, admite.
No seguimento da conversa, falou sobre os investimentos. Ressalvou que “grande parte dos projetos que estão previstos para andar, são projetos no qual me empenhei e que o Partido Socialista deixou. Efetivamente não foram à velocidade desejada, esperemos que agora avancem, sendo certo que os sinais não têm vindo a ser muito positivos”.
E explica: “Veja-se o que se passou com a segunda fase do hospital distrital de Beja, em que foram retiradas verbas do Orçamento do Estado. Está a andar, mas parece que é um andar que não se vê”; “a questão da eletrificação da linha do Alentejo Casa Branca – Beja. Foram retirados valores porque o projeto não andou para se concretizar com rapidez e a questão da A6 continua emperrada”.
Pedro do Carmo garante que o que está a andar, são projetos/investimentos “que estavam previstos e que já tinham decorrido os concursos públicos. É preciso acelerar com medidas discriminatórias para o interior. Tudo leva muito tempo. O tempo que medeia entre uma decisão política e a sua concretização leva anos e nós temos pago isso bem caro”.
O deputado acredita que a proposta que o PS tem em cima da mesa e que apresentou ao Governo através de José Luís Carneiro, “tem os contratos de desenvolvimento local que são medidas prioritárias para o interior. O PS como partido responsável está sempre disponível para essas questões. Esta é a nossa perspetiva, a nossa esperança para 2026, sendo que é um ano que começa logo com Presidências”.
O socialista diz estar “muito empenhado na candidatura de António José Seguro porque é um socialista, um democrata, um homem de esquerda, de bom senso e que pode fazer o equilíbrio do sistema. O sistema necessita desses equilíbrios. Neste momento tem demasiados responsáveis políticos à direita, para não dizer todos e o único que é possível ser eleito como um homem de esquerda, é António José Seguro”, afirmou Pedro do Carmo.