Face ao agravamento do risco de incêndio em algumas zonas do território nacional, motivado pelas condições meteorológicas, Guarda Nacional Republicana (GNR), alerta para a necessidade de redobrar a atenção e para a adopção de acções preventivas, um reforço feito à Planície pelo Coronel Ricardo Vaz Alves, director do Serviço de Protecção da Natureza e do …

Face ao agravamento do risco de incêndio em algumas zonas do território nacional, motivado pelas condições meteorológicas, Guarda Nacional Republicana (GNR), alerta para a necessidade de redobrar a atenção e para a adopção de acções preventivas, um reforço feito à Planície pelo Coronel Ricardo Vaz Alves, director do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).  

Neste contexto, a GNR tem vindo a reforçar, de forma significativa, o seu empenhamento na prevenção e no combate aos incêndios rurais, intensificando o patrulhamento de visibilidade e a vigilância em áreas florestais e agrícolas de risco elevado, muito elevado e máximo. Estas acções são desenvolvidas pelas suas valências de Protecção da Natureza e do Ambiente, Protecção e Socorro, Territorial e Investigação Criminal, com o objectivo de dissuadir comportamentos negligentes e detectar precocemente situações suspeitas.

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A GNR apela, uma vez mais, ao sentido de responsabilidade de todos os cidadãos, salientando a importância de evitar comportamentos que possam desencadear incêndios, nomeadamente, fumar, fazer lume ou fogueiras; realizar queimas ou queimadas; lançar foguetes e balões de mecha acesa; fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas e circular com tractores, máquinas e veículos de transporte pesados sem extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Nesta sequência, a GNR registou, até ao dia 14 de setembro de 2025, um total de 7 280 incêndios florestais, tendo sido possível apurar, no âmbito das investigações das causas dos incêndios que, destas ignições, 26,0% tiveram causas indeterminadas por ausência de elementos (1410 casos), 26,0% resultaram de incendiarismo (1407 casos), 24,6% foram causadas pelo uso do fogo (1330 casos resultantes de queimas de lixo, queimas e queimadas, lançamento de foguetes, fogueiras, fumar, entre outros), 13,6% tiveram origem acidental (736 casos resultantes de utilização de maquinaria e/ou equipamentos, entre outros), 8,0% ocorreram por reacendimento (435 casos), 1,2% tiveram origem por causas naturais (64 casos que resultaram da queda de raios, entre outros) e 0,6% tiveram origem em causas estruturais (31 casos resultantes de atividades de caça e vida selvagem, uso do solo, entre outros).

Tendo em consideração o trabalho preventivo, de vigilância e de detecção desenvolvido ao longo deste ano, registaram-se 52 detenções em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal. Foram ainda identificados 651 suspeitos, pela prática deste crime.

Adicionalmente, no âmbito da vigilância e deteção de incêndios, foram realizadas, até 14 de setembro, 45 238 patrulhas e 5 463 acções de sensibilização, tendo sido possível alcançar 101 865 pessoas.

No distrito de Beja, foram identificados 29 suspeitos pelo crime de Incêndio Florestal e registados mais de 182 crimes neste âmbito.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e dos animais. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.