Cooperativas exigem descontos para o gasóleo agrícola
A Confederação das Cooperativas Agrícolas (CONFRAGI), reivindicou junto do Governo (Ministério da Agricultura e Mar), que o gasóleo agrícola tenha o mesmo desconto que é aplicado à gasolina e ao gasóleo rodoviário.“A nossa reclamação vem no seguimento do Governo ter vindo a dar um apoio ao gasóleo rodoviário que serve para todos nós e para …
A Confederação das Cooperativas Agrícolas (CONFRAGI), reivindicou junto do Governo (Ministério da Agricultura e Mar), que o gasóleo agrícola tenha o mesmo desconto que é aplicado à gasolina e ao gasóleo rodoviário.
“A nossa reclamação vem no seguimento do Governo ter vindo a dar um apoio ao gasóleo rodoviário que serve para todos nós e para todos os setores de atividade e não tem tido a mesma atenção e apoio para com o gasóleo agrícola que é essencial para o trabalho dos nossos agricultores e para a produção alimentar”, assinalou à Planície o secretário-geral da confederação, Nuno Serra.
Apesar de já estar em contacto com o Governo, se nada for feito não restam muitas alternativas a estas entidades. “Já sabemos que se não houver esses apoios as hipóteses são, ou aumentar o preço aos consumidores ou os agricultores mais uma vez, vão acomodar esse aumento de custos. Surpreendentemente vimos sempre os preços a diminuírem e o Governo a não se lembrar dos agricultores”.
O responsável espera que “dentro em breve, tenhamos alguma medida para mitigar estes custos”.
Nuno Serra situou que por diversas vezes tem sido referido por quem governa, que o setor agrícola tem “o rendimento mais baixo de todas as atividades económicas. Continuarmos e pôr custos em cima dos agricultores é continuarmos cada vez mais a diminuir esse rendimento. Não podemos estar a ouvir o Governo dizer por um lado, que o setor agrícola tem de melhorar o rendimento e, por outro lado, quando acontece isto, não fazer nada e só se preocupar com o gasóleo rodoviário”.
Recorde-se que o Ministério das Finanças aprovou novas descidas extraordinárias das taxas do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), aplicáveis no continente, que deverão representar uma "poupança real" de 1,8 cêntimos por litro de gasóleo e 3,3 cêntimos por litro de gasolina na próxima semana.