Após as queixas de vários utentes, a CP – Comboios de Portugal admitiu na passada semana à Lusa, o recurso a automotoras UTE 2240 na Linha do Alentejo, em vez do material circulante que assegurava o serviço Intercidades. A empresa frisou que seria “temporário”, mas não disse até quando é que a situação se iria …

Após as queixas de vários utentes, a CP – Comboios de Portugal admitiu na passada semana à Lusa, o recurso a automotoras UTE 2240 na Linha do Alentejo, em vez do material circulante que assegurava o serviço Intercidades. A empresa frisou que seria "temporário", mas não disse até quando é que a situação se iria manter. Também não esclareceu o motivo da alteração do serviço. No entanto, reconheceu existir "escassez de material circulante para operar no IC – Intercidades da Linha do Alentejo".

À agência de notícias a empresa nacional de transporte destacou que "a CP optou por uma solução que minimiza o impacto nos clientes, mantendo a totalidade da operação. Esta situação, de carácter temporário, permite aumentar a capacidade média por comboio de 190 para 264 lugares sentados, respondendo às necessidades de procura neste percurso".
A Federação de Évora do Partido Socialista denunciou a alteração do serviço e considerou o material circulante utilizado "manifestamente inadequado para longas distâncias". Também o deputado do PS eleito pelo círculo de Beja, Pedro do Carmo, questionou o Governo sobre a "degradação do serviço de transporte ferroviário entre Lisboa e Beja".

A Direcção Regional do Alentejo do PCP também considerou que as ligações entre Lisboa e Évora "estão a ser feitas com material desadequado da procura" e destacou as "queixas permanentes dos utilizadores", segundo a Lusa.
No dia seguinte, o deputado do PS eleito por Beja, Pedro Carmo, questionou o Governo sobre a "degradação do serviço de transporte ferroviário entre Lisboa e Beja" que, no troço entre a Estação do Oriente e a Casa Branca, onde os passageiros com destino ao Baixo Alentejo efetuam transbordo, é partilhado com a ligação a Évora.