Central Solar Fotovoltaica no concelho de Moura com parecer favorável, mas com redução de áreas e potencia
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada para o projeto da Central Solar Fotovoltaica – CSF Alqueva, no concelho de Moura, distrito de Beja.
O projeto, inicialmente com 431,5 MW (Megawatt), foi reestruturado para 388 MW, reduzindo a área ocupada de 570,6 para 468,45 hectares, para minimizar impactos ambientais, nomeadamente sobre uma colónia de morcegos na região.
A APA impôs medidas como a eliminação de infraestruturas em zonas de declives acentuados e restringiu o calendário das obras para evitar períodos de reprodução e hibernação da fauna.
Já o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) reviu o seu parecer negativo e admitiu um parecer favorável mediante condições adicionais, como o afastamento de pelo menos 2,15 km do abrigo da colónia de morcegos.
Para já, a empresa Lightsource bp tomou conhecimento da decisão da APA de emitir a Declaração de Impacte Ambiental favorável e encontra-se a analisar as condições sobre a viabilidade do projeto, decisão que será comunicada após a avaliação.
O Município de Moura apoia o projeto que representa um investimento de 350 milhões de euros, destinado a promover o desenvolvimento económico na região.
O objetivo principal é fomentar a criação de emprego e a diversificação económica do território, contribuindo para o crescimento sustentável da localidade.
Este investimento está ainda associado a um projeto turístico avaliado em 50 milhões de euros, que pretende dinamizar o setor e atrair visitantes.
O CSF Alqueva está em desenvolvimento há sete anos e, ao longo desse período, passou por diferentes fases de avaliação por entidades públicas e privadas. O enquadramento no ordenamento territorial municipal foi validado sem objeções do ICNF relacionadas com valores de conservação da natureza, nomeadamente nas revisões de 2009 e 2024.