“Depois de 3 anos em funcionamento nas antigas instalações da Casa do Estudante, comunicamos o encerramento do CAES – Centro de Alojamento de Emergência Social”, é desta forma que a direcção da CDB – Cáritas Diocesana de Beja comunica o fecho do espaço social através de nota de imprensa.Sublinha, no entanto, que a instituição presidida …

“Depois de 3 anos em funcionamento nas antigas instalações da Casa do Estudante, comunicamos o encerramento do CAES – Centro de Alojamento de Emergência Social”, é desta forma que a direcção da CDB - Cáritas Diocesana de Beja comunica o fecho do espaço social através de nota de imprensa.
Sublinha, no entanto, que a instituição presidida por Isaurindo Oliveira, viu aprovada uma candidatura com um valor de investimento de quase 1 milhão de euros e o IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, “na qualidade de Beneficiário Intermediário” aprovou igualmente o financiamento estimado de quase 785 mil euros, “correspondente a 85 % do valor total do investimento” para a reabilitação do CAES.

“Não obstante a importância da resposta para o território, parceiros sociais e pessoas que dela necessitam, a CDB ao longo destes 3 anos, manifestou, de forma preocupada e devidamente fundamentada, junto do anterior e actual director do Centro Distrital da Segurança Social, assim como do governo da anterior e actual legislatura, a imperiosa necessidade de adoptar alterações no modelo de funcionamento deste tipo de equipamentos assim como no seu financiamento, por forma a garantir a estabilidade das pessoas acolhidas, da equipa que nele trabalha e da sustentabilidade financeira das instituições que os gerem”, informou.

Apesar dos esforços da Caritas Diocesana de Beja, não foi possível manter o edifício aberto. “Esta decisão, devidamente ponderada pela actual direcção da CDB, é agora tornada pública, concluído que foi o longo processo negocial com o Instituto da Segurança Social, não tendo sido possível ultrapassar alguns dos aspectos, que consideramos imprescindíveis para manter o CAES, no quadro do protocolo definido para este tipo de equipamentos”, observa a instituição.
“O trabalho de articulação está a ser feito com o Centro Distrital de Beja da Segurança Social”, garantindo que “nenhuma das pessoas acolhidas no CAES ficará sem resposta, estando a maioria já em outras respostas de âmbito nacional e as restantes a ser referenciadas e a aguardar o seu encaminhamento para outras estruturas de acolhimento”, avançou a direcção.

A decisão foi devidamente comunicada ao Instituto da Segurança Social, IHRU, Centro Distrital de Beja da Segurança Social, e também à CIMBAL, OLIVUM e outras entidades e empresas, “cujos parceiros garantiram os donativos para colmatar parte dos 15% referente ao autofinanciamento necessário, por parte da CDB, no âmbito da candidatura”, relata a Cáritas Diocesana de Beja.
“Não obstante o desfecho final, a Caritas Diocesana de Beja gostaria de agradecer publicamente a confiança depositada pelo Centro Distrital de Beja da Segurança Social na nossa instituição, assim como aos moradores da área circundante da casa do estudante, aos bombeiros voluntários de Beja, aos agentes e comando distrital de Beja da PSP, técnicos e parceiros da área social de Beja e da plataforma Supra Concelhia, médicos e enfermeiros da ULSBA, colaboradores e voluntários da CDB, a compreensão e compromisso demonstrado e que possibilitou entre 2023 e 2025 acolher um total de 365 pessoas, numa resposta 24h/dia, 7 dias por semana”, sublinhou.

A Caritas Diocesana de Beja não descarta para já a “utilização do edificado da Casa do Estudante, para outros fins sociais, cujo projecto e análise estaremos sempre disponíveis para avaliar em prol de um território mais inclusivo e que sirva os interesses de todas as partes”.
A Instituição da Igreja Católica recordou ainda que tem procurado ao longo da sua existência, “dar uma resposta articulada com os demais parceiros sociais e institucionais, aos diferentes desafios e problemas sociais do território da diocese de Beja. Exemplo disso são as diferentes respostas, equipamentos sociais e projectos de intervenção comunitária, destinados a acolher, acompanhar e a integrar, pessoas em situação de elevada vulnerabilidade e exclusão social, com um trabalho reconhecido e valorizado pela comunidade, empresários e demais parceiros institucionais”.
Ressalvou que grande parte da intervenção social realizada na diocese de Beja “assenta num compromisso com o Estado Português, através dos protocolos estabelecidos entre a CDB e o Instituto da Segurança Social”.

A instituição permitiu dotar o território com equipamentos e respostas sociais em diferentes áreas, desde tratamento de dependências, acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, apoio domiciliário às pessoas mais idosas, refeitório e cantina social e distribuição de alimentos no âmbito do programa Privação Material 2030.