Durante a reunião ordinária de 3 de dezembro, o Executivo da Câmara Municipal de Moura apresentou uma Proposta de Moção “Sobre o 25 de Novembro de 1975”.Foi deliberada por maioria com 4 votos a favor dos eleitos do Partido Socialista e do eleito pelo partido Chega e 3 votos contra dos vereadores da Coligação Democrática …

Durante a reunião ordinária de 3 de dezembro, o Executivo da Câmara Municipal de Moura apresentou uma Proposta de Moção “Sobre o 25 de Novembro de 1975”.
Foi deliberada por maioria com 4 votos a favor dos eleitos do Partido Socialista e do eleito pelo partido Chega e 3 votos contra dos vereadores da Coligação Democrática Unitária, informou a nota de imprensa enviada à Planície.

Para o Executivo em funções, a data “marcou um ponto decisivo na consolidação da democracia portuguesa. Após meses de grande instabilidade política, tensões ideológicas e confrontos entre diferentes visões para o futuro do país, foram os militares e dirigentes políticos moderados que, com coragem e sentido de responsabilidade histórica garantiram que o processo iniciado a 25 de Abril de 1974 não se desviasse para caminhos autoritários”.
A data histórica mencionada é para os representantes autárquicos uma “consequência direta do clima revolucionário desencadeado após Abril. Sem a queda do regime e sem o PREC (Processo Revolucionário em Curso), não existiria o contexto que levou à necessidade de estabilizar e orientar o rumo da democracia. Assim, o 25 de Abril não só precedeu o 25 de Novembro no tempo, como o tornou possível enquanto etapa essencial de definição do modelo democrático português”.

Para os intervenientes “o 25 de Novembro não apaga o 25 de Abril, nem o contrário. Ambos se completam e enriquecem mutuamente. A democracia que hoje vivemos resulta do contributo de ambos os momentos históricos”.
Nesse sentido a Câmara Municipal de Moura aprova em Moção e reafirma a “importância do 25 de Abril de 1974 como data fundadora da liberdade de expressão, do fim da censura, do voto universal e do nascimento de uma sociedade democrática”. O segundo ponto da proposta aprovada reconhece o 25 de Novembro de 1975 “como momento marcante na procura do diálogo, na construção de pontes entre partidos e como fator decisivo para a restauração da autoridade legítima do Estado”.
Por fim defendem que a “celebração destas datas nos una no respeito pela liberdade, pela pluralidade de opiniões e pelo diálogo democrático – pilares fundamentais da nossa convivência comum”.