A música cura as feridas e ajuda a ultrapassar os momentos mais difíceis, sobretudo nesta altura em que as tempestades têm devastado várias comunidades das zonas centro e sul do país.Buba Espinho, um dos embaixadores contemporâneos do Cante Alentejano, natural de Beja, conversou com a Planície a propósito da noite de hoje no Arena d´Évora …

A música cura as feridas e ajuda a ultrapassar os momentos mais difíceis, sobretudo nesta altura em que as tempestades têm devastado várias comunidades das zonas centro e sul do país.
Buba Espinho, um dos embaixadores contemporâneos do Cante Alentejano, natural de Beja, conversou com a Planície a propósito da noite de hoje no Arena d´Évora e dos projetos que irá apresentar durante este ano, não ficou indiferente à situação de calamidade que se vive.

“Infelizmente, a semana passada vim do Douro, passei por Leiria, passei pela Marinha Grande e a descer para Beja, passei por Alcácer do Sal. O meu coração está totalmente desolado com as imagens que acabei de ver. Só na televisão não dá para imaginar o terror que é para se fazer a autoestrada com mais de 50 ou 60 quilómetros de árvores destruídas, de postes enormes de eletricidade no chão. É o horror. Nós que ligamos a televisão não imaginamos o quão grave é que isto está a ser e eu estou a tentar de todas as formas ajudar. Aproveito através do vosso meio de comunicação para apelar a toda a gente, para se mostrar disponível e solidário. Pode não nos ter acontecido a nós, mas um dia certamente poderá acontecer e acho que uma vez mais, nos devemos unir em prol desta causa. Neste momento há muitas pessoas a passar dificuldades, acho que nos devemos unir e não pensar só em nós, mas sim em comunidade”.

Depois deste momento de reflexão, Buba Espinho espera concretizar vários projetos musicais em 2026. “Depois de um ano “louco” como foi o de 2025, em que fizemos cinco produções próprias, quatro Coliseus e um Super Bock Arena, este ano temos muito trabalho a fazer concertos. Posso dizer que não haverá uma grande produção ainda que eu vou fazer a minha Tour como faço todos os anos e que conta já com mais de 60 concertos marcados, mas vamos continuar com a nossa missão e obviamente lançar um álbum. Desde 2023 que eu não lanço um álbum completo, já tenho saudades de lançar algumas canções. Tenho feito alguns duetos, mas chegou a hora de terminar este meu álbum que já está a ser preparado há algum tempo com muita riqueza, com muita cultura, muita arte e eu estou ansioso para o pôr cá fora”, declarações do artista bejense à Planície.