O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou esta quarta-feira um novo modelo da Unidade Nacional de Trânsito semelhante à Brigada de Trânsito, extinta em 2007, uma medida que culmina com os resultados da recente Operação Páscoa. A operação apresentou o balanço mais mortífero dos últimos anos, com um total de 20 mortos em 2602 acidentes rodoviários, que resultaram em 53 feridos graves e 845 feridos ligeiros.

Só no primeiro trimestre deste ano, as vítimas mortais aumentaram 22%, registando-se 145 vítimas mortais até 13 de abril, mais 42 que em igual período do ano passado.

Esta é uma realidade trágica que coloca Portugal como o 6.º pior país da União Europeia em taxa de mortalidade (58 mortos por milhão de habitantes) mas, acima de tudo, uma realidade que deve ser entendida, analisada e combatida através de todas as ferramentas à disposição, indica a Guarda Nacional Republicana.

São cinco as medidas agora propostas pelo novo modelo: Os Destacamentos de Trânsito passam a integrar os 23 destacamentos de Trânsito já existentes e implementados em todos os distritos do país, conferindo comando técnico e operacional à escala nacional;

criação de um nível intermédio de comando, ou seja, são criados Grupos de Trânsito no seio da Unidade Nacional de Trânsito, reforçado a capacidade e coordenação, supervisão e articulação; o reforço do comando técnico especializado promovendo a uniformidade de procedimentos e as melhores práticas operacionais; manutenção da proximidade territorial como garantia da continuidade da presença operacional da Guarda no terreno em articulação com os Comandos Territoriais. Por fim, a transição será feita de forma faseada e progressiva com a garantia de “um policiamento adequado em toda a Rede Nacional Fundamental e Rede Nacional Complementar, definidas no Plano Rodoviário Nacional”, assegura a Guarda Nacional Republicana.