Bombeiros sem macas e ambulâncias retidas mais de 48 horas no Hospital de Beja
O atraso na libertação de macas hospitalares está a comprometer a capacidade de resposta dos bombeiros na região do Alentejo, deixando várias corporações com meios de emergência indisponíveis durante longos períodos. Nas últimas semanas, diversas ambulâncias de bombeiros do Alentejo permaneceram retidas em unidades hospitalares à espera da devolução das macas. No caso da Corporação …
O atraso na libertação de macas hospitalares está a comprometer a capacidade de resposta dos bombeiros na região do Alentejo, deixando várias corporações com meios de emergência indisponíveis durante longos períodos.
Nas últimas semanas, diversas ambulâncias de bombeiros do Alentejo permaneceram retidas em unidades hospitalares à espera da devolução das macas. No caso da Corporação de Bombeiros da Vidigueira, algumas viaturas estiveram mais de 48 horas imobilizadas no Hospital de Beja.
A situação teve impacto direto no socorro à população. No passado dia 2, registaram-se três ocorrências de emergência às quais os bombeiros da Vidigueira não conseguiram responder por falta de meios disponíveis, tendo sido necessária a intervenção dos Bombeiros de Cuba.
Entre os dias 26 de dezembro e 5 de janeiro, os constrangimentos foram particularmente graves, com várias ambulâncias impedidas de regressar ao serviço devido à retenção das macas hospitalares.
Atualmente, os Bombeiros da Vidigueira dispõem apenas de quatro viaturas de emergência. Uma delas, pertencente ao INEM, encontra-se parada desde maio de 2025 devido a avarias, reduzindo ainda mais a capacidade operacional da corporação.
Situação semelhante foi registada no final do ano em Évora, onde o socorro também esteve condicionado devido à pressão nas urgências hospitalares. Apesar de a situação no Hospital do Espírito Santo estar agora mais estabilizada, os bombeiros continuam a recorrer a macas antigas como forma de minimizar o impacto na resposta às emergências.