Após terem surgido algumas informações “incorrectas e injuriosas” sobre a ESTAR, uma Associação sem fins lucrativos com sede em Beja, que tem como missão dar uma “resposta imediata e desburocratizada a situações de emergência”, a directora-geral, Madalena Palma, elucidou em conversa com a Planície, a intervenção da entidade na comunidade e o impacto dos seus …

Após terem surgido algumas informações “incorrectas e injuriosas” sobre a ESTAR, uma Associação sem fins lucrativos com sede em Beja, que tem como missão dar uma “resposta imediata e desburocratizada a situações de emergência”, a directora-geral, Madalena Palma, elucidou em conversa com a Planície, a intervenção da entidade na comunidade e o impacto dos seus projectos. “Nos últimos dias, a ESTAR tem sido um dos principais tópicos de discussão na cidade de Beja. Pelo que, chegou o momento de esclarecer alguns pontos fundamentais, especialmente para as pessoas que têm questionado e se envolvido nas questões relacionadas ao nosso trabalho”.

A administração recordou que o foco da instituição está no auxílio a situações de “maior vulnerabilidade social” e que desde a sua fundação em 2019, já prestou “apoio directo a 1.517 famílias portuguesas, impactando cerca de 3.000 pessoas, além de 39 cidadãos não nacionais”. A actuação da ESTAR também inclui a “integração no mercado de trabalho de 79 pessoas, nacionais e imigrantes, muitos dos quais resgatados de situações de imigração ilegal”. No total, receberam “2.297 pedidos de apoio de instituições parceiras, que incluem cabazes alimentares, vestuário e mobiliário”, além de estabelecerem “uma rede de 40 entidades parceiras em todo o distrito”.
A criação da Equipa de Rua que visou o primeiro Acordo de Cooperação assinado com o Centro Distrital de Segurança Social de Beja, envolve “profissionais multidisciplinares (Directora Técnica, Psicóloga, Assistentes Sociais e Monitores), e tem como principal missão abordar e apoiar pessoas em situação de sem-abrigo e outros grupos em situação de vulnerabilidade social”, é um dos mais recentes protocolos de actuação.

A Equipa de Rua actua 24 horas por dia, 7 dias por semana e oferece apoio alimentar, vestuário, apoio psicológico e social e promove a inserção social e laboral das pessoas a quem faz atendimento. “Este trabalho tem sido um exemplo de boas práticas na emergência social, não só em Beja, mas também a nível nacional”, acautelou a administração.
Entre os projectos inovadores da ESTAR no distrito de Beja, em parceria com o Centro Distrital de Segurança Social de Beja, destaca-se o trabalho realizado no Centro Histórico de Beja, incluindo a desocupação de imóveis em situações irregulares, a regularização de habitação e a criação de espaços dignos para a população. Esta é uma “resposta de emergência social no distrito, colocando Beja como um exemplo a ser seguido em termos de boas práticas na área social”, reconheceram.

No entanto e foi este o ponto que levou Madalena Palma a enviar o comunicado às redacções, o trabalho da ESTAR tem sido alvo de “desinformação e manipulação”, o que conduziu recentemente a um abaixo-assinado que conseguiu reunir “mais de mil assinaturas, muitas das quais foram recolhidas sob pressão e com informações incorretas e injuriosas”.
A directora-geral reafirmou que a ESTAR continua a realizar um “trabalho fundamental e essencial para o bem-estar da comunidade. Nos últimos anos, muitos projectos têm sido concretizados sem qualquer apoio político ou social, mas com a firme intenção de melhorar a vida de quem mais precisa”.

Esclareceu ainda o conceito do Centro de Alojamento de Emergência 2.0 (CAES 2.0), “uma resposta inovadora à situação de sem-abrigo e outras vulnerabilidades” em que diz que o CAES 2.0 “não se limita a fornecer um local de acolhimento temporário, mas inclui uma abordagem mais ampla, com uma equipa técnica pluridisciplinar que se desloca aos locais onde as pessoas se encontram, sejam em rua ou em habitação precária”. “Beja está na vanguarda dessa resposta, com a intenção de criar soluções sociais mais integradas, com foco na autonomia e bem-estar dos indivíduos”, sublinhou Madalena Palma.
Por fim ressalvou que a missão da ESTAR, “é garantir que ninguém seja deixado para trás, criando soluções efectivas e humanizadas para as pessoas em situação de vulnerabilidade social”.