Bagaço de azeitona deixa de ser resíduo e passa a ser recurso anuncia a CAP
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifesta publicamente a sua satisfação relativamente ao anúncio da Ministra do Ambiente e Energia no decurso da sua intervenção no Congresso Comemorativo da CAP, na passada quarta-feira.No seu discurso, Maria da Graça Carvalho apresentou a “novidade” relativamente ao tema do bagaço de azeitona que sabe e frisou, “ser …
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifesta publicamente a sua satisfação relativamente ao anúncio da Ministra do Ambiente e Energia no decurso da sua intervenção no Congresso Comemorativo da CAP, na passada quarta-feira.
No seu discurso, Maria da Graça Carvalho apresentou a “novidade” relativamente ao tema do bagaço de azeitona que sabe e frisou, “ser importante para muitos agricultores”. Recordou que anunciou na Ovibeja, em abril último, “que o caroço é considerado um subproduto. Agora, o mesmo acontece com o bagaço de azeitona. Desde que não tenha sido objeto de tratamentos químicos será considerado um subproduto, podendo ser utilizado para a compostagem, sem restrições”.
Para a CAP, a valorização do bagaço de azeitona como subproduto, deixando de ser considerado como resíduo e passando a ser utilizado como recurso “é da maior importância para o setor, designadamente porque os olivicultores podem agora rentabilizar economicamente aquilo que antes era considerado desperdício”.
A medida de promoção da economia circular garantida pela Ministra, que precisa ainda de ser regulada, o que a Confederação dos Agricultores de Portugal espera que possa acontecer no mais curto período de tempo, oferece aos produtores uma fonte adicional de valorização e reforça o seu compromisso com a sustentabilidade. “Esta é uma medida com impacto triplamente positivo: económico e social porque permite criar mais negócios, gerar mais emprego e induzir mais inovação capaz de dar novas utilizações ao bagaço de azeitona, como também é uma medida com impacto ambiental positivo pois permite a circularidade e o reaproveitamento do subproduto de um recurso natural”, destacou a direção da CAP.