Reprogramação do Alentejo 2030 e desafios na sustentabilidade estiveram em destaque. No passado dia 30 de março, a sede da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo foi palco de duas reuniões de trabalho que juntaram autarcas, técnicos municipais e entidades regionais, com o objetivo de discutir temas estratégicos para o desenvolvimento do território.

Durante a manhã, decorreu um encontro com a Autoridade de Gestão do Programa Regional do Alentejo 2030, que contou com a presença do presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, e do vogal Tiago Teotónio Pereira. Em destaque esteve o processo de reprogramação em curso, bem como o cumprimento das metas de execução previstas até 2026.

No âmbito desta reprogramação, serão introduzidas novas prioridades, nomeadamente nas áreas da defesa, da gestão da água, sob o mote “água que nos une”, e da habitação. Relativamente ao Investimento Territorial Integrado (ITI) do Baixo Alentejo, estão previstos ajustes financeiros que permitirão integrar financiamento destinado à habitação, aguardando-se a respetiva aprovação ao longo do mês de abril.

Já no período da tarde, a reunião contou com a participação da ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, representada pelo vogal do Conselho de Administração, Miguel Nunes, e pelo técnico especialista Mário Gaspar. Estiveram também presentes representantes de várias entidades do setor, incluindo Águas do Alentejo, EMAS, Resialentejo, Ambilital e AMCAL, além dos municípios da região.

O encontro permitiu fazer um ponto de situação sobre os setores da água e dos resíduos nos treze concelhos do Baixo Alentejo, com análise dos principais indicadores de gestão. Face aos desafios identificados, nomeadamente ao nível do investimento e da sustentabilidade, foi discutida a possibilidade de agregações em baixa, com vista à criação de sinergias que garantam uma gestão mais eficiente destes serviços num território de baixa densidade populacional.

As reuniões reforçaram a importância da articulação entre entidades locais e regionais para enfrentar os desafios estruturais do Baixo Alentejo e potenciar o acesso a financiamento comunitário.