Paulo Moz Barbosa, presidente da direcção da Associação de Autocaravanistas de Portugal, conversou com a Planície e levantou algumas questões relacionadas com as ASA – Áreas de Serviço de Autocaravanas a propósito do roadshow que está a decorrer promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Rádio Planície · Paulo Moz Barbosa, presidente …

Paulo Moz Barbosa, presidente da direcção da Associação de Autocaravanistas de Portugal, conversou com a Planície e levantou algumas questões relacionadas com as ASA – Áreas de Serviço de Autocaravanas a propósito do roadshow que está a decorrer promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Autocaravanista há vários anos, diz que “nenhuma associação do sector foi chamada para dar a sua opinião sobre a concepção de um espaço destes. Nós somos utilizadores, nós sabemos o que precisamos quando viajamos e conhecemos Áreas de Serviço espalhadas por toda a Europa”.
Paulo Moz Barbosa identificou problemas nas estruturas, nomeadamente no tamanho dos lugares de estacionamento que segundo o próprio, conhecedor do que diz, “têm no máximo 6 metros de comprimento, nós não cabemos com as nossas autocaravanas”. Os espaços como disse, foram feitos “para pequenas Van que na altura até se chamavam de autovivendas, termo que caiu em desuso”. E reforçou: “As autocaravanas mais pequenas têm entre 7 a 7,5 metros”, com uma procura de estrangeiros itinerantes cada vez maior e que são a maioria. “Turistas itinerantes são 13, 14 mil e só na Europa há 3 milhões”.

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Tal como nos contou segundo números não oficiais, provenientes de “clubes e de sites espanhóis, em Portugal poderão entrar entre 200 a 250 mil autocaravanas” todos os anos.
Outro problema levantado pela Associação de Autocaravanistas de Portugal prende-se com o sistema de controle de entradas e saídas que “nunca funcionou”, como referiu o responsável de direcção. A maioria dos autocaravanistas “são seniores e estrangeiros e deparam-se com um sistema que não existe na Europa nem em sítio nenhum. As pessoas têm de ter um telemóvel ligado à Internet, pagam e recebem de volta um QR Code e com esse código é que podem entrar na Área de Serviço. As pessoas simplesmente não conseguem entrar e muitas ficam a dormir à porta das Áreas de Serviço”.

O número de queixas dos associados chega todos os dias. “Não há uma pessoa a dizer bem do sistema”. Sugere neste caso que se simplifique o sistema com a leitura feita através da matrícula, tal como acontece em muitos parques de estacionamento do país.
Questionado sobre se esta é a realidade das Áreas de Serviço de Autocaravanas da região, Paulo Moz Barbosa admite que não será de “todas porque eu não as conheço todas e por isso não posso falar”, mas sim de “algumas”. Sublinhou que a situada em Almodôvar “está impecável, está muito bem feita”.

Apesar disso, as ASA de “Almeirim, Almodôvar e da Aldeia da Luz, estão com as cancelas abertas, não estão operacionais. E ultimamente os presidentes de Câmaras têm instruções para substituir este sistema por um outro mais prático. Um simples sistema de controle como existe em qualquer parque de estacionamento automóvel através da leitura da matrícula”, resolvia o problema.
O porta-voz da associação garante que foram gastos “milhares de euros nestes sistemas e estão ali à espera que alguém os consiga transformar em algo útil”.
Paulo Moz Barbosa não quer, no entanto, com estas declarações que sejam interpretadas como o “bota abaixo”, mas sim vistas como “críticas positivas”.