Assembleia Municipal de Moura debate atrasos na obra de requalificação do Centro de Saúde
A Assembleia Municipal de Moura discutiu na passada quinta-feira, pelas 21h, o estado do projeto de requalificação e ampliação da Unidade de Cuidados Personalizados de Moura, conhecido como Centro de Saúde da cidade. A obra, anunciada em contexto autárquico como estando prestes a avançar, continua sem sinais visíveis de arranque, o que levou os eleitos …
A Assembleia Municipal de Moura discutiu na passada quinta-feira, pelas 21h, o estado do projeto de requalificação e ampliação da Unidade de Cuidados Personalizados de Moura, conhecido como Centro de Saúde da cidade. A obra, anunciada em contexto autárquico como estando prestes a avançar, continua sem sinais visíveis de arranque, o que levou os eleitos da coligação “Acreditar na Mudança” a solicitar esclarecimentos ao presidente da Câmara Municipal.
Segundo nota de imprensa do PSD de Moura, a oposição dirigiu quatro questões à autarquia, centradas no calendário da obra, no impacto sobre o Serviço de Urgência Básica de Moura (SUB), no prazo de conclusão e na execução do financiamento. Questionado sobre a data de início, o presidente afirmou que os trabalhos começarão “brevemente”, admitindo a possibilidade de arranque apenas em dezembro ou no início de 2026.
Relativamente ao SUB, cuja atividade partilha espaços com o Centro de Saúde e que também será afetado pela intervenção, foi referido que três contentores de apoio logístico deverão ser instalados no prazo de “uma a duas semanas”. Segundo pode confirmar-se no local, técnicos municipais estiveram no serviço a 25 de novembro para avaliar os espaços destinados à colocação dos módulos, devendo a empresa responsável avançar posteriormente.
O executivo municipal indicou ainda que a obra deverá estar concluída em junho de 2026. Contudo, os eleitos da oposição consideram improvável o cumprimento desse prazo, salientando que a empreitada está prevista para cerca de 18 meses.
Por fim, os sociais democratas de Moura referiram que, "o presidente da autarquia de Moura, Álvaro Azedo, admitiu existir desfasamento entre o prazo da obra e o financiamento proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que poderá obrigar o município a devolver parte do apoio não executado dentro do prazo. Nesse cenário, a autarquia recorrerá ao crédito bancário para concluir a intervenção, sendo necessária autorização da Assembleia Municipal."
Ao abrigo do estatuto de oposição, a coligação “Acreditar na Mudança” anunciou que solicitará consulta ao processo de adjudicação da obra, de forma a analisar o seu enquadramento financeiro e administrativo.