Resultante de uma parceria entre a Universidade de Évora, através de investigadores do Comprehensive Health Research Centre (CHRC), a Nutricia e a Farmácia dos Álamos, o projeto alia o rastreio da sarcopenia a uma abordagem integrada que inclui epidemiologia, serviços de saúde, exercício físico e suporte nutricional. Esta é uma condição caracterizada pela perda progressiva …

Resultante de uma parceria entre a Universidade de Évora, através de investigadores do Comprehensive Health Research Centre (CHRC), a Nutricia e a Farmácia dos Álamos, o projeto alia o rastreio da sarcopenia a uma abordagem integrada que inclui epidemiologia, serviços de saúde, exercício físico e suporte nutricional. Esta é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, associada principalmente ao envelhecimento.
O lançamento do projeto terá lugar no dia de hoje, 4 de março, às 12h00, na Sala dos Docentes do Colégio do Espírito Santo, da Universidade de Évora.

Para o coordenador da iniciativa, Armando Raimundo, professor da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano e investigador do CHRC, esta “abordagem integrada permitirá estimar a prevalência da sarcopenia através da identificação de casos positivos durante a avaliação inicial, realizar a avaliação funcional e planear programas de exercício físico e suporte nutricional de forma personalizada”. Acrescenta ainda que, “neste sentido, os casos positivos serão reencaminhados, através de relatório ao médico assistente, para os serviços de saúde”.

Segundo o investigador, a importância de estudar o problema na região do Alentejo está relacionada com o facto de esta “apresentar um dos índices de envelhecimento mais elevados a nível nacional, aliado à dispersão geográfica e à baixa densidade populacional”. Estes fatores contribuem para o risco de perda de massa e força muscular que caracteriza a condição física e, consequentemente, o “aumento do risco de quedas, fraturas e perda de autonomia”.

A população poderá beneficiar deste estudo através da “deteção precoce, resultados orientados para a prática e programas comunitários adequados às necessidades, com ganhos ao nível da autonomia e da qualidade de vida. Nomeadamente, através da mitigação do risco de sarcopenia, quedas e incapacidade, da produção de recomendações personalizadas — sobretudo em termos de exercício físico e nutrição — e do encaminhamento para os serviços de saúde locais, designadamente os cuidados de saúde primários”.
O responsável do projeto destaca ainda a “redução do risco de isolamento social, do número de internamentos por queda ou fratura e das taxas de institucionalização precoce”.