Alentejo – PCP reúne e faz balanço autárquico e do desenvolvimento da região
A Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português (DRA do PCP), reuniu esta terça-feira, dia 4, em Évora. No encontro, o organismo de direção que assume a articulação da atividade das quatro organizações regionais do PCP na região Alentejo, apreciou aspetos da evolução da situação económica e social no Alentejo, discutiu pontos relacionados com …
A Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português (DRA do PCP), reuniu esta terça-feira, dia 4, em Évora. No encontro, o organismo de direção que assume a articulação da atividade das quatro organizações regionais do PCP na região Alentejo, apreciou aspetos da evolução da situação económica e social no Alentejo, discutiu pontos relacionados com a política de desenvolvimento regional, abordou o balanço das Eleições Autárquicas na região e traçou, na sequência da reunião do Comité Central do PCP, as principais prioridades da intervenção das Organizações Regionais do PCP no Alentejo.
A DRA confirma a CDU “como uma importante força autárquica, portadora de um projeto distintivo, norteada pelos princípios do trabalho, honestidade e competência. Uma força que com determinação prosseguirá a sua ação e intervenção pela melhoria das condições de vida das populações do Alentejo e pela defesa do poder local democrático”.
No entanto, o comunicado realça ainda neste ponto que o resultado eleitoral obtido pela CDU “ficou aquém das expectativas, das necessidades e do reconhecimento devido aos eleitos e candidatos da CDU”.
As evidências dos resultados revelam para a DRA “importantes elementos de resistência, que no Alentejo são evidentes quer com a conquista de oito câmaras municipais (Aljustrel, Arraiolos, Avis, Barrancos, Cuba, Montemor-o-Novo, Mora e Sines) dos quais quatro constituem novas maiorias (Aljustrel, Montemor-o-Novo, Mora e Sines)”.
“São ainda de realçar aumentos de votação que colocaram a CDU perto de obter novas maiorias (como foi o caso de Ferreira do Alentejo, Moura, Redondo e Portel) ou a perda da maioria em Santiago do Cacém num contexto partidário de coligação entre PS, PSD e IL, apresentada como lista de cidadãos eleitores, com o único objetivo de retirar a maioria à CDU e onde apesar disso a CDU reforça a sua votação”.
Num outro item relacionado com o desenvolvimento da região, o PCP reafirma problemas em setores fundamentais como a saúde e a educação e o atraso no cumprimento de “sucessivas promessas de concretização de investimentos indispensáveis para melhorar as condições de vida de quem vive e trabalha no Alentejo”.
A DRA do PCP entende que cada vez mais se impõe “a necessidade de uma mudança de política e de atitude face ao Alentejo”. A expressão maior desse descontentamento é com a apresentação de propostas no Orçamento do Estado para 2026.
Por outro lado, na melhoria das infraestruturas, sublinha a necessidade de se apostar na rodovia, na ferrovia, na saúde e no investimento no Aeroporto de Beja.
A Direção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português destaca o abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro e a Marcha Nacional contra o Pacote Laboral de 8 de novembro, decididas pela CGTP-IN. Já a pensar nas Eleições Presidência, o PCP enaltece a candidatura de António Filipe a Presidente da República.