Agricultores de Serpa promovem hoje ação de protesto com marcha lenta
Os agricultores de extensivo de sequeiro do concelho de Serpa saem à rua esta sexta-feira, 30 de janeiro para protestar sob a forma de uma marcha lenta com a mobilização de agricultores e perto de 50 tratores e máquinas agrícolas, informou a APROSERPA – Associação de Produtores do Concelho de Serpa. Em causa está a …
Os agricultores de extensivo de sequeiro do concelho de Serpa saem à rua esta sexta-feira, 30 de janeiro para protestar sob a forma de uma marcha lenta com a mobilização de agricultores e perto de 50 tratores e máquinas agrícolas, informou a APROSERPA – Associação de Produtores do Concelho de Serpa. Em causa está a “resposta firme e necessária contra a tempestade perfeita que atinge a agricultura do Alentejo: a ameaça do acordo UE-Mercosul e as falhas graves da atual Política Agrícola Comum”, sublinha a direção.
A concentração, comunicada à autarquia de Serpa e à Guarda Nacional Republicana está marcada para as 8h00 em Vila Nova de São Bento e o início do protesto será às 8h30 com saída da coluna em direção a Serpa pela Estrada Nacional (EN) 260. Entre as 9h30 e as 10h00, está prevista uma paragem na Ponte do Guadiana, onde serão prestadas declarações à imprensa da parte da APROSERPA.
Perto das 13h00, os manifestantes pretendem deslocar-se ao Parque de Feiras e Exposições de Serpa para continuar o protesto, com desmobilização agendada para as 17h00.
João Revez da direção da Associação de Produtores do Concelho de Serpa garantiu à Planície que os protestos “irão continuar” até que sejam ouvidos por quem de direito.
Sublinhou que a associação já enviou e-mails dirigidos ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, mas que ainda não obteve reposta.
Recordou que a ratificação do acordo da União Europeia-Mercosul, será a “lápide final para muitas explorações, permitindo a concorrência desleal de produtos sul-americanos que não cumprem as mesmas regras sanitárias, ambientais e laborais exigidas na Europa”.
A contestação implica ainda a defesa da pecuária e dos cereais em que é urgente “alertar para a inviabilidade económica das culturas de sequeiro e da pecuária extensiva no Alentejo face à entrada em vigor deste acordo”.
Quanto à negociação da Próxima PAC – Política Agrícola Comum mostram-se contra os “cortes orçamentais previstos no envelope financeiro da agricultura” e exigem que a “negociação da próxima Política Agrícola Comum garanta o reforço das verbas e não a sua redução”.