Maria Teresa de Almeida e Sousa já assumiu a presidência da Cáritas Diocesana de Beja ao serem eleitos ontem, 18 de novembro, os novos Órgãos Sociais da instituição.Na sua primeira entrevista à Planície, espelhou um pouco do trabalho que pretende fazer sempre “em unidade com o Sr. Bispo (D. Fernando Paiva) e com todas as …

Maria Teresa de Almeida e Sousa já assumiu a presidência da Cáritas Diocesana de Beja ao serem eleitos ontem, 18 de novembro, os novos Órgãos Sociais da instituição.
Na sua primeira entrevista à Planície, espelhou um pouco do trabalho que pretende fazer sempre “em unidade com o Sr. Bispo (D. Fernando Paiva) e com todas as diretrizes que a doutrina social da igreja tem na parte da ação social”. Com esta nova direção acrescentou, “iremos dar continuidade aos projetos e programas que a Cáritas tem vindo a desenvolver”.
A nova presidente elogiou a equipa com quem vai trabalhar e frisou que os elementos que a compõem sabem “muito bem o que fazem. Portanto, nós vamos continuar com essas boas práticas, é essa a nossa postura”, mencionou.

No que diz respeito “a desafios maiores que se colocam nos tempos que correm e nas mudanças que a sociedade vai tendo”, a presidente definiu dois grandes eixos de atuação. Por um lado, “a otimização dos recursos existentes e por outro, a procura de maior sustentabilidade financeira para a Cáritas de Beja que é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS)”.
Aquilo que espera é que a diocese continue a chegar “às comunidades mais fragilizadas, com tudo aquilo que a nossa identidade cristã, concretamente católica, pressupõe”.
Conhece de perto o trabalho desenvolvido pela Cáritas Diocesana de Beja visto que já pertenceu à direção enquanto vogal e secretária no tempo de D. Manuel Falcão, um dos Bispos de Beja e ultimamente, foi presença assídua nas reuniões da instituição sempre a convite de Isaurindo Oliveira, o presidente cessante.

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Recordou na altura os projetos da diocese desenvolvidos a favor de Angola e Moçambique quando ambos os países “estavam a viver momentos dramáticos”.
Maria Teresa de Almeida e Sousa sente por agora, “que o caminho vai sendo construído com a direção, com parceiros, com uma rede que vamos estabelecendo com outras pessoas, com outras instituições. Sinto-me aberta a trabalhar, a arregaçar as mangas e a construir o caminho com outros para bem da nossa diocese, do nosso Alentejo que é terra mesmo de missão”.
Sobre o seu percurso académico, é professora do 1º Ciclo do Ensino Básico há 45 anos e trabalha atualmente em Beja. Desenvolveu iniciativas no âmbito da educação moral e religiosa na diocese, desde Barrancos a Sines, no total de 17 concelhos. Do seu curriculum faz parte o projeto “Nómadas” relacionado com as comunidades ciganas.

Na continuidade dos estudos, formou-se em Psicologia Educacional no Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) e fez um Mestrado em Culturas Regionais Portuguesas no Departamento de Estudos Portugueses da Universidade Nova de Lisboa. Sempre se preocupou com as condições das comunidades ciganas e, como tal, debruçou-se sobre a problemática da escolarização ligada a estas comunidades.