27 concelhos do Alentejo não têm serviço de Medicina Física e de Reabilitação
A fadiga, a reabilitação oncológica e cardíaca, as práticas de desporto em idade pediátrica estão entre as temáticas a abordar por cerca de 500 médicos fisiatras que participam, entre 26 e 28 de fevereiro, no XXVI Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR), em Braga. “A nova era da Reabilitação” …
A fadiga, a reabilitação oncológica e cardíaca, as práticas de desporto em idade pediátrica estão entre as temáticas a abordar por cerca de 500 médicos fisiatras que participam, entre 26 e 28 de fevereiro, no XXVI Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR), em Braga.
“A nova era da Reabilitação” será o tema central, destacando o papel essencial desta especialidade médica na melhoria da funcionalidade e na reabilitação de pessoas com condições incapacitantes.
De acordo com o diagnóstico feito pelos médicos fisiatras, há uma carência generalizada de recursos nesta área nos cuidados de saúde primários que é importante inverter, afetando a continuidade da reabilitação para quem sofreu um AVC, um trauma, entre outras situações de doença. Por essa razão a SPMFR – Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, defende a adoção de um Plano Nacional de Reabilitação, que assegure o acesso dos doentes aos cuidados necessários, garantindo-lhes o apoio de equipas multiprofissionais.
Também se registam assimetrias regionais que dificultam o acesso dos doentes, de acordo com a SPMFR. Segundo os últimos dados da ERS – Entidade Reguladora da Saúde, esta realidade agravou-se entre 2022 e 2025. Em cerca de um terço dos municípios de Portugal continental (84, no total) não existe este serviço. Só no Alentejo são 27, um número que representa 57% dos concelhos, fazendo desta a região de saúde com maior número de concelhos sem estes estabelecimentos. Em contraste, é em Lisboa e Vale do Tejo (Lisboa, com 68 unidades) e no Norte (Porto, com 32 unidades) que existe maior oferta. A resposta para colmatar esta desigualdade poderá estar poderá estar no Plano Nacional de Reabilitação que será apresentado esta semana no XXVI Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR), em Braga.